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Cartas da polícia alemã para pais de Maddie abrem guerra com autoridades britânicas

Alemães acusam polícia inglesa de não reencaminhar cartas a Gerry e Kate McCann.
Correio da Manhã 19 de Junho de 2020 às 18:34
Kate e Gerry McCann fizeram vários apelos para encontrarem a filha
Kate e Gerry McCann querem conhecer os indícios
Maddie McCann tinha três anos
Kate e Gerry McCann fizeram vários apelos para encontrarem a filha
Kate e Gerry McCann querem conhecer os indícios
Maddie McCann tinha três anos
Kate e Gerry McCann fizeram vários apelos para encontrarem a filha
Kate e Gerry McCann querem conhecer os indícios
Maddie McCann tinha três anos
A polícia alemã acusa a polícia inglesa de não ter reencaminhado as duas cartas que escreveram dirigidas ao casal McCann, onde alegadamente comunicavam a morte de Maddie, a menina que desapareceu da Praia da Luz, em maio de 2007.

Por sua vez, a Scotland Yard nega que tenha falhado em entregar cartas importantes da polícia alemã e negam as certezas dos investigadores alemães de que existam quaisquer evidências de que a criança britânica esteja morta.

Os britânicos afirmam que receberam uma carta no dia 12 de junho, por parte das autoridades alemãs, mas que esta não mencionava nada sobre provas da morte da menina e, por isso, mantém a investigação como um caso de desaparecimento. 

A polícia da Alemanha frisa que enviou duas cartas, uma delas no final de maio onde confirmava estar a tratar o caso como um assassinato, e a segunda terá sido enviada na semana passada com atualizações.

A guerra entre as autoridades dos dois países ocorreu entre tensão com os detetives em Portugal que recusaram que os alemães pudessem testar uma amostra misteriosa de saliva encontrada no apartamento de férias na Praia da Luz, onde a criança britânica desapareceu em 3 de maio de 2007.

As autoridades alemãs e britânicas receberam mais de mil chamadas com pistas desde que Brueckner foi identificado como principal suspeito do caso. 

A polícia alemã relançou a investigação ao desaparecimento de Madeleine McCann, em 2007, então com 3 anos, num aldeamento turístico de Lagos, no Algarve, anunciando no início de junho que havia identificado um suspeito.

O homem, Christian Brueckner, 43 anos, é um pedófilo reincidente atualmente sob prisão em Kiel, no norte da Alemanha, que na altura morava a alguns quilómetros do hotel de onde a criança britânica desapareceu.

Brueckner é suspeito do assassinato da menina, que na altura estava em férias com os pais e outros dois irmãos em Portugal. Os investigadores descobriram, de acordo com a comunicação social alemã, fatos de banho infantis na autocaravana do suspeito. Segundo os media alemães, os investigadores também terão encontrado 'pens' USB com milhares de imagens pedófilas, algumas das quais mostram o suspeito, escondido no local onde havia enterrado o seu cão.

O suspeito já fez um pedido de libertação que não será aceite, de acordo com a Procuradoria.

A Polícia Judiciária (PJ) reabriu a investigação em 2013, depois de o caso ter sido arquivado pela Procuradoria Geral da República em 2008, ilibando os três arguidos, os pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, e um outro britânico, Robert Murat.
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