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Correio da Manhã

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Casa feita em homenagem de Marielle Franco inaugurada no Rio de Janeiro

Vereadora que foi assasinada vai ser homenageada. Inauguração acontece em março.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 19 de Fevereiro de 2020 às 18:00
Marielle Franco
Marielle Franco foi assassinada em março de 2018
Milhares de pessoas saíram à rua no Rio de Janeiro para condenar o assassínio da vereadora Marielle Franco
Marielle Franco
Marielle Franco foi assassinada em março de 2018
Milhares de pessoas saíram à rua no Rio de Janeiro para condenar o assassínio da vereadora Marielle Franco
Marielle Franco
Marielle Franco foi assassinada em março de 2018
Milhares de pessoas saíram à rua no Rio de Janeiro para condenar o assassínio da vereadora Marielle Franco

A Casa Marielle, criada em homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada numa rua do Rio de Janeiro em 14 de Março de 2018 ao lado do seu motorista, Anderson Gomes, vai ser inaugurada no próximo dia 1 de Março naquela cidade brasileira. O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo Instituto Marielle Franco, criado pela família da vereadora.

Um financiamento coletivo através da Internet angariou em apenas uma semana os recursos mínimos necessários para a montagem e abertura da Casa Marielle, mostrando o grau de envolvimento da população do Rio de Janeiro e de outras regiões com a iniciativa. Mas, realçam os responsáveis, novas doações podem continuar a ser feitas através do site do instituto, para garantirem a manutenção da entidade e novas iniciativas.

Localizada numa vivenda no Largo São Francisco da Praínha, ao lado da Pedra do Sal, no Rio de Janeiro, a Casa Marielle tem como objetivo perpetuar a memória e a luta da vereadora, morta por dois ex-polícias com uma rajada de tiros quando voltava para casa após um evento político de defesa das mulheres negras. A casa pretende ser um espaço livre para reflexão e defesa das mulheres, dos negros e do público LGBT, entre outros grupos da sociedade vítimas de discriminação.

Ao longo de todo o mês de março já estão previstas várias rodas de conversa sobre esses temas, oficinas destinadas a adolescentes das periferias e a mulheres negras. Artistas solidários à parlamentar e aos temas que ela defendia também devem apresentar-se para o público que for até ao novo espaço da capital fluminense.

Apesar de os dois assassinos de Marielle já estarem presos, os ex-polícias Ronnie Lessa, acusado de ter efetuado os disparos, e Hélcio Queiroz, que dirigia o carro que perseguiu o de Marielle e Anderson, até hoje o crime não foi desvendado nem se chegou ao mandante.

Uma peça-chave para se esclarecer de quem partiu a ordem para matar Marielle, o ex-capitão da polícia Adriano Magalhães da Nóbrega, que depois de expulso da corporação se tornou líder da milícia mais sangrenta do Rio e chefe do grupo de assassinos profissionais a quem o crime foi encomendado, foi morto 10 dias atrás pela polícia da Bahia, onde estava escondido, em circunstâncias ainda repletas de interrogações. 

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