Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
3

Casal australiano raptado por 'jihadistas' no Burkina Faso

Homem e mulher encontram-se vivos.
16 de Janeiro de 2016 às 18:54
Ataque ao hotel em Ouagadougou causou 27 mortos
Ataque ao hotel em Ouagadougou causou 27 mortos FOTO: Reuters
Um responsável do grupo radical maliano Ansar Dine disse este sábado à agência France Presse que os dois australianos raptados na sexta-feira, no Burkina Faso, estão com 'jihadistas' do "Emirado do Saara", ligado à Al-Qaida do Magrebe Islâmico (AQMI).

"Quatro combatentes do Emirado do Saara têm nas suas mãos dois australianos, uma mulher e um homem. Os dois cruzados estão vivos e em breve daremos pormenores", declarou o responsável do Ansar Dine, Hamadou Ag Khallini, num breve contacto telefónico com um jornalista da AFP em Bamako.

Segundo especialistas, o Emirado do Saara é o nome de um ramo da AQMI que opera no norte do Mali. A AQMI reivindicou o ataque ao hotel em Ouagadougou, iniciado na sexta-feira e que causou pelo menos 26 mortos.

Hamadou Ag Khallini disse que o sequestro e o atentado contra o hotel em Ouagadougou, "é obra dos mesmos 'mujaihidine' [combatentes da 'jihad']". "A luta contra os cruzados vai continuar noutros países inimigos do Islão", adiantou.

Australianos raptados são octogenários
Segundo uma fonte dos serviços secretos do Burkina Faso contactada pela AFP, os australianos raptados são octogenários e originários de Perth (sudoeste da Austrália), que vivem desde 1972 em Djibo, no norte do Burkina Faso, na região do Sahel.

Segundo as autoridades burquinenses, o casal foi raptado em Baraboulé, na mesma região, fronteiriça ao Níger e ao Mali.

O Ansar Dine é um dos grupos 'jihadistas' que controlaram o norte do Mali desde finais de março de 2012 e até ao lançamento em janeiro de 2013 de uma intervenção militar internacional que continua.

Os 'jihadistas' foram perseguidos e dispersos, mas vastas zonas continuam a escapar ao controlo das forças malianas e internacionais.
Burkina Faso Ansar Dine Hamadou Ag Khallini Al-Qaeda Ouagadougou ataque hotel
Ver comentários