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Correio da Manhã

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Centenas de baleias morrem na Austrália

Perto de 500 cetáceos ficaram encurralados numa baía da ilha da Tasmânia. Dezenas de pessoas acodem aos sobreviventes.
Vanessa Fidalgo 24 de Setembro de 2020 às 08:21
Só um terço dos animais foi resgatado com vida na Tasmânia
Só um terço dos animais foi resgatado com vida na Tasmânia
Só um terço dos animais foi resgatado com vida na Tasmânia
Só um terço dos animais foi resgatado com vida na Tasmânia
Só um terço dos animais foi resgatado com vida na Tasmânia
Só um terço dos animais foi resgatado com vida na Tasmânia
Só um terço dos animais foi resgatado com vida na Tasmânia
Só um terço dos animais foi resgatado com vida na Tasmânia
Só um terço dos animais foi resgatado com vida na Tasmânia
Só um terço dos animais foi resgatado com vida na Tasmânia
Só um terço dos animais foi resgatado com vida na Tasmânia
Só um terço dos animais foi resgatado com vida na Tasmânia
Só um terço dos animais foi resgatado com vida na Tasmânia
Só um terço dos animais foi resgatado com vida na Tasmânia
Só um terço dos animais foi resgatado com vida na Tasmânia
Biólogos, pescadores e grupos de voluntários estão a fazer tudo para salvar o maior número possível das 500 baleias-piloto que ficaram encalhadas num banco de areia de uma baía da ilha da Tasmânia, no sul da Austrália. Segundo a agência Reuters, metade dos animais já pereceu e muitos outros não resistirão.

"Tanto quanto sabemos, este acontecimento tem causas naturais e temos de aceitar a perda de alguns animais. Por isso, estamos agora concentrados nos animais que estão vivos e focados em salvar o maior número possível. Esta é uma situação tão difícil de explicar, tão complexa, que temos de considerar que cada animal salvo é uma grande vitória", afirmou Kris Carlyon, biólogo responsável por um programa de conservação da vida marinha na região.

Nic Deka, responsável pela gestão do gabinete de Parques e Vida Selvagem da Austrália, calcula que, até agora, terão sido salvos cerca de "um terço" dos animais encalhados.

Esta é uma tragédia sem precedentes. A morte de baleias encurraladas em águas rasas é frequente, mas nunca tinha envolvido um grupo tão grande, permanecendo a incógnita sobre a razão que leva os cetáceos a aproximarem-se tão perigosamente da costa. Mas, baseando-se em acontecimentos semelhantes ocorridos no passado nesta região, os especialistas admitem que possam ser atraídos pelos sonares de grandes navios ou seguir em massa um líder, que eventualmente estará doente ou desorientado.

SAIBA MAIS
8,5M
É o tamanho máximo que uma baleia-piloto adulta pode alcançar. Pesam entre 800 e três toneladas. No sul da Austrália, as equipas só estão a conseguir resgatar os animais de porte mais pequeno.

45 anos
É a esperança de vida de uma baleia-piloto. A espécie não está ameaçada, mas a morte de centenas de exemplares é "uma tragédia natural", considerou o biólogo australiano Kris Carlyon.

Duas subespécies
Existem duas variedades da espécie: a Baleia-piloto-de-aleta-longa e a Baleia-piloto-de-aleta-curta. Ambas as subespécies podem ser encontradas nos oceanos de todo o Mundo.

300
O maior desastre do género tinha acontecido na costa da Patagónia, Chile, em 2015. Na ocasião, morreram 300 baleias.

O que come
Bacalhau do Atlântico, pregado, cavala, arenque, pescada, galhudo, lulas e badejo azul.
Austrália Kris Carlyon Tasmânia Reuters interesse humano animais questões sociais ambiente natureza
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