Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
7

Centros de detenção de migrantes são “bomba-relógio”

Inspeção-geral confirma falta de condições sanitárias nos campos de imigrantes.
Maria Inês Jorge e Francisco J. Gonçalves 4 de Julho de 2019 às 08:26
Campos de detenção têm todas as celas sobrelotadas
Campos de detenção têm todas as celas sobrelotadas
Menina vinha do Haiti com a mãe
Campos de detenção têm todas as celas sobrelotadas
Campos de detenção têm todas as celas sobrelotadas
Menina vinha do Haiti com a mãe
Campos de detenção têm todas as celas sobrelotadas
Campos de detenção têm todas as celas sobrelotadas
Menina vinha do Haiti com a mãe
Foi esta quarta-feira divulgado um relatório da Inspeção-geral do Departamento de Segurança Nacional dos EUA que alerta para os riscos sanitários nos centros de detenção de imigrantes, devido à falta de saneamento básico e ao tempo prolongado de detenção, considerando que se trata de uma "bomba-relógio".

A visita dos investigadores ocorreu na segunda semana de junho, altura em que vários ativistas denunciaram as más condições nos campos, onde a maioria das pessoas se encontra amontoada em celas sobrelotadas e sem água para tomar banho.

Em El Paso, mais de 800 crianças encontram-se sozinhas, à espera de ver o seu caso transferido para os serviços sociais, não tendo acesso a uma refeição quente desde a sua detenção.

Os investigadores relatam ainda uma situação de revolta em que os imigrantes entupiram as sanitas e tiveram de sair das celas, tendo-se recusado a voltar, o que obrigou à atuação das autoridades.

O inspetor-geral diz que se trata de "questões urgentes que requerem soluções imediatas", pois a falta de higiene já provocou o surgimento de gripes e pragas de piolhos.

Criança desaparece na fronteira dos EUA
Uma menina de dois anos desapareceu no início desta semana nas águas do Rio Grande, na fronteira entre os EUA e o México, quando fazia a travessia com a mãe, ambas vindas do Haiti.

As autoridades fronteiriças estão à procura da menina, que terá sido arrastada pelas fortes correntes, sendo já considerada a segunda criança vítima das águas deste rio, depois da morte de Óscar Ramirez, de 25 anos, e da sua filha, Valeria, de 23 meses.
Ver comentários