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China proíbe criação de cães e gatos para consumo humano

Decisão surge antes do festival de carne de cão de Yulin, que decorre a partir de 21 de junho, na província de Guangxi.
Correio da Manhã 1 de Junho de 2020 às 08:31
Os cães antes de serem espancados são fechados em gaiolas
Os cães antes de serem espancados são fechados em gaiolas FOTO: EPA
O governo chinês proibiu a criação de cães e gatos de companhia para consumo humano.

O anúncio foi feito este fim de semana pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China, que retirou os cães da longa lista de animais que podiam ser criados e comercializados.

Segundo o jornal The Independent, a maioria das pessoas que participou no processo de consulta pública opôs-se à classificação dos cães como gado, uma vez que são considerados animais de estimação.

Em entrevista ao Daily Mail, o porta-voz do Governo sublinhou que, com o tempo, “alguns costumes tradicionais sobre os cães vão mudar”.
A decisão surge antes do festival de carne de cão de Yulin, na China, que decorre a partir de 21 de junho na província de Guangxi, onde milhares de cães são massacrados, esfolados e cozinhados.

Segundo a Humane Society International, citada pelo The Independent, cerca de 10 milhões de cães são abatidos todos os anos na china. Alguns animais são mesmo roubados de casas ou tirados das ruas.

Segundo um estudo de 2017, quase três quartos das pessoas em Yulin não comem carne de cão regularmente, apesar desta ser promovida por comerciantes. Em 2016, uma pesquisa nacional revelou que 64& dos cidadãos chineses pediam o encerramento do festival.

No passado mês de abril, as cidades chinesas de Shenzhen e Zhuhai foram as primeiras a proibir oficialmente o consumo de carne de cão e de gato.
Após o surgimento do surto de coronavírus, a China proibiu temporariamente todo o comércio e consumo de animais selvagens e considera já rever a a legislação para tornar a proibição permanente.

Na semana passada, as autoridades de Wuhan proibiram oficialmente, e durante cinco anos, o consumo de todos os animais selvagens e disseram que a cidade se tornaria um "santuário da vida selvagem”.
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