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China recorre a testes anais que terão mais eficácia na deteção de Covid-19

Novo método "pode aumentar a taxa de deteção" de pessoas infectadas, defende médico de Pequim.
Correio da Manhã 27 de Janeiro de 2021 às 17:19
Zaragatoa
Zaragatoa FOTO: Getty Images
A China está a implementar uma nova forma de testagem à Covid-19. Em vez das já conhecidas zaragatoas na garganta e nariz, a capital chinesa Pequim está a começar a adotar testes de zaragatoa anal para identificar casos suspeitos, segundo as televisões locais.

Pequenos surtos locais levaram a China a inovar com projetos de testagem a fim de obter os melhores resultados para travar a pandemia. Esta nova forma de testagem em particular tem uma razão.

Li Tongzeng, médico do hospital Youan, em Pequim, afima que este método "pode aumentar a taxa de deteção" de pessoas infectadas com o novo coronavírus uma vez que vestígios do vírus permanecem mais tempo no ânus do que no trato respiratório ou nasal. 

"Alguns pacientes assintomáticos tendem a recuperar rapidamente. É possível que não haja rasto do vírus na gargante após três a quatro dias", explica. Por outro lado o vírus permanece mais tempo no trato digestivo e fecal dos pacientes.

Os testes são realizados com recurso a uma zaragatoa que deve ser inserida no reto cerca de dois a três centímetros e deve ser rodada várias vezes. Posteriormente a zaragatoa é retirada e colocada num recipiente de amostra selado. O processo leva cerca de 10 segundos. 

O novo método é no entanto alvo de vários críticos que questionam a eficácia deste tipo de teste. 
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