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Cientistas de Harvard estabelecem regras para sexo em tempos de Covid-19

Investigadores deixaram alguns conselhos para a atividade sexual entre pessoas que vivam em casas diferentes.
Correio da Manhã 2 de Junho de 2020 às 17:21
Investigadores de Harvard recomendam uso de máscara durante o sexo
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Investigadores de Harvard recomendam uso de máscara durante o sexo
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Investigadores de Harvard recomendam uso de máscara durante o sexo
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Para além de todas as adaptações necessárias, medidas de segurança e prevenção a adotar em vários comportamentos do nosso dia-a-dia, a pandemia de Covid-19 veio também mudar hábitos no que à sexualidade diz respeito. Cientistas da Universidade de Harvard vêm agora apresentar os resultados de um estudo aos comportamentos sexuais mais arriscados em tempo de pandemia e deixam alguns conselhos.

No Reino Unido, as regras do confinamento ditaram a proibição do sexo entre pessoas que vivam em agregados familiares diferentes e, numa altura em que o país se prepara para levantar algumas medidas, o Governo voltou a reforçar que esta prática deve ser evitada.  O estudo da universidade de Harvard vem reforçar esta posição mas os investigadores admitem que o comportamento mais correto a adotar, a abstinência sexual total durante toda a duração da pandemia, "não é viável para muitos".

No estudo publicado no Annals of Internal Medicine, a equipa de investigadores fez uma lista dos comportamentos menos arriscados. Com a abstinência em primeiro lugar (nenhum contacto sexual de qualquer tipo e sem risco de contágio), a masturbação surge em segundo lugar (risco baixo de infeção). Em terceiro lugar estão os comportamentos sexuais em plataformas digitais (sexting, videochamada, etc.), que têm risco baixo de contágio mas acarretam o potencial de complicações legais, com eventual divulgação de imagens, assédio ou chantagem.

Em quarto lugar surge a atividade sexual entre duas pessoas que vivam na mesma casa, mas em que apenas uma está confiada. O parceiro que sai de casa pode estar assintomático e há risco considerável de contágio.

Finalmente o comportamento mais arriscado é o sexo entre pessoas que vivam em casa diferentes, onde o risco de contágio é elevado. Neste sentido os investigadores deixam alguns conselhos para quem tenha este comportamento: "os pacientes devem ser informados do risco de infeção para os parceiros e devem adotar algumas medidas, como a minimização do número de parceiros sexuais e evitar atividade sexual com pessoas com sintomas consistentes com a infeção pelo novo coronavírus".

Ainda, os cientistas defendem que se devem evitar beijos, contacto sexual oral de qualquer tipo e aconselham que se use máscara durante o sexo. Após o encontro sexual, dizem os investigadores que todas as superfícies devem ser devidamente higienizadas e desinfetadas.

Apesar destes conselhos, o estudo sublinha que, até ao momento, não há provas científicas de que o novo cornavírus seja transmitido por fluidos sexuais, mas é aconselhada precaução.

Outro estudo feito no Reino Unido apurou que apenas 40% dos inquiridos tinha feito sexo desde o início do período de confinamento naquele país.

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