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Com o regresso gradual a um novo normal, China torna-se o culpado perfeito do coronavírus

Presidente dos EUA já prometeu uma investigação profunda e admite pedir indemnizações.
Correio da Manhã 29 de Abril de 2020 às 18:04
 Xi Jinping, presidente da China
 Xi Jinping, presidente da China
donald trump e Xi Jinping
Xi Jinping
 Xi Jinping, presidente da China
 Xi Jinping, presidente da China
donald trump e Xi Jinping
Xi Jinping
 Xi Jinping, presidente da China
 Xi Jinping, presidente da China
donald trump e Xi Jinping
Xi Jinping
Após quatro meses de um mundo parado devido a pandemia de coronavírus, vários países começam agora a regressar a um novo normal. O regresso gradual mas que começa já em maio. 

Mas com este alívio do levantamento das restrições e um aparente controlo da pandemia, o foco de alguns países começa a mudar. É hora de atribuir culpas. 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já assumiu que o país vai proceder a investigações profundas para determinar a origem do surto que afetou 193 países e territórios e admite pedir indemnizações "avultadas" à China pelos prejuízos causados pela pandemia. 

Também a Austrália já tomou uma posição. O país prometeu esta quarta-feira que vai continuar a exigir uma investigação sobre a origem do novo coronavírus, apesar de a China ter ameaçado boicotar as importações de bens e serviços australianos.

"A Austrália continuará a adotar esse curso de ação extremamente razoável e sensato. Este vírus já matou mais de 200.000 pessoas em todo o mundo e paralisou a economia global. As implicações e os impactos são extraordinários", apontou o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison.

Estes dois países já assumiram posições claras face a uma investigação à origem do surto. Na Alemanha, no entanto, o governo abstem-se para já de tomar uma posição. Porém, o tablóide alemão Bild, jornal com maior tiragem na Alemanha, já apresentou fatura à China no valor de 149 mil miilhões de euros defendendo: "é isto que a China nos deve". 

No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson também ainda não se manifestou relativamente à China, porém, Dominic Raab, que substituiu Boris no período em que este esteve internado, já assumiu que China terá de prestar contas. 

"Não há dúvida de que não podemos fazer negócios como antes depois desta crise", garantia a 16 de abril. "Vamos ter de colocar questões difíceis sobre como é que tudo surgiu e porque é que o vírus não foi travado mais cedo", concluia.

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