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Correio da Manhã

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"Como ir viver para o Canadá": Americanos reagem em massa ao debate presidencial

Motor de pesquisas Google registou pico de pesquisas sobre como conseguir a cidadania canadiana.
30 de Setembro de 2020 às 20:49
O primeiro debate presidencial parece ter deixado uma ideia clara na cabeça de muito norte-americanos: emigrar para o Canadá. Depois da transmissão televisiva do confronto entre o presidente Donald Trump e o candidato democrata Joe Biden, o motor de buscas Google registou um pico de pesquisas para a frase "como obter a cidadania canadiana".

Algumas pesquisas mostravam mesmo alguma urgência na obtenção de uma resposta, com pesquisas a ser feitas com erros ortográficos: "Como ir viver para o Canda", é um dos exemplos citados pelo The Guardian.

As análises ao debate não são favoráveis a nenhum dos candidatos. E parece que uma boa parte do povo norte-americano teve de que não há solução à vista, a não ser procurar outro país para viver.

Massachusetts, Washington e Michigan foram os estados onde se registaram mais pesquisas de como ir viver para o vizinho do norte. Ainda o debate estava a decorrer - há cerca de uma hora - quando as pesquisas começaram a subir. Atingiram o pico nas primeiras horas da manhã.

Comissão vai mudar regras
A forma desordeira como o debate decorreu, com os dois candidatos a falarem por cima um do outro e a trocarem insultos, já levou a comissão para os debates presidenciais a anunciar que vai mudar as regras. Estão marcados mais dois debates entre os dois candidatos antes das eleições de 3 de novembro.

"O debate de ontem deixou claro que é preciso adicionar uma nova estrutura ao formato para os restantes debates de forma a garantir que a discussão será mais ordeira", refere a comissão em comunicado.

Este primeiro debate tinha 90 minutos de duração, com seis segmentos de 15 minutos cada. Em cada segmento, cada candidato tinha dois minutos para responder e o restante tempo era aberto à discussão entre Trump e Biden. Donald Trump não conseguiu seguir estas regras o que levou o moderador, o jornalista da Fox News, Chris Wallace a repreender o presidente por diversas ocasiões.
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