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Correio da Manhã

Mundo
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Confinamento deixa Espanha a ferro e fogo

Protestos contra as restrições impostas pelo governo de Pedro Sánchez alargam-se a todo o País. Primeiro-ministro pede calma.
Paulo João Santos 2 de Novembro de 2020 às 08:56
Madrid viveu sábado uma noite de confrontos entre a polícia e os que criticam a política seguida para travar a Covid
Speranza, ministro da Saúde
Madrid viveu sábado uma noite de confrontos entre a polícia e os que criticam a política seguida para travar a Covid
Speranza, ministro da Saúde
Madrid viveu sábado uma noite de confrontos entre a polícia e os que criticam a política seguida para travar a Covid
Speranza, ministro da Saúde
Não está fácil a implementação do pacote de restrições decretado pelo governo de espanhol. Os protestos contas as medidas resultantes do estado de alarme têm sido contestadas em várias cidades do país e chegaram este domingo a Madrid, com a Gran Via transformada num autêntico campo de batalha entre as forças policiais e os manifestantes. Há registo de 12 feridos, entre os quais três agentes da autoridade, o que levou a União Federal da Polícia, órgão representativo da classe, a solicitar ao Ministério do Interior mais segurança jurídica, alegando que “faltam de instrumentos legais e regras claras sobre como agir” perante os protestos.

Um descontentamento que poderá acentuar-se nos próximos dias, depois de acontecimentos semelhantes aos de Madrid terem ocorrido nos últimos dias em Barcelona, Bilbau, Oviedo, Sevilha, Saragoça, Santander, Valência, Burgos, Vitória e Logronho, com dezenas de feridos e detenções.

O chefe do governo, Pedro Sánchez já veio apelar à calma e ao sentido de “responsabilidade dos cidadãos”, mas diversos analistas não acreditam que as palavras do primeiro-ministro socialista provoquem o efeito desejado. Sobretudo na capital da Catalunha, onde os movimentos independentistas mais radicais poderão aproveitar o descontentamento para fazer subir a tensão nas ruas e em Madrid, onde os protestos têm vindo a subir de tom desde o que as restrições começaram a ser aplicadas na capital espanhola, inicialmente de forma localizada.

pormenores
Alemanha
Calcula-se que as novas restrições impostas pelo governo da chanceler Angela Merkel para enfrentar a pandemia do coronavírus custem à economia alemã 19 mil milhões de euros e cerca de 600 000 empregos.

Coreia do Sul
A Coreia do Sul anunciou este domingo que vai alargar, a partir do dia 7, a obrigatoriedade do uso de máscara a spas, parques temáticos, cabeleireiros e espaços para cerimónias de casamento, entre outros locais.

Áustria
A Áustria vai impor o recolher obrigatório noturno e encerrar cafés, bares e restaurantes, exceto o serviço de take-away, face ao aumento considerável de casos positivos, que estão a sobrelotar os hospitais.

Itália alarmada com números “assustadores”
O ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza, disse este domingo que os números da Covid são “assustadores”. “Temos 48 horas para aprovar medidas mais duras”, ainda que não tão severas como em março, afirmou. As maiores dúvidas prendem-se com o que fazer em relação às escolas e transportes públicos.
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