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Correio da Manhã

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Congressista republicano tentou entrar armado na sala do Congresso

Andy Harris é financiado por bilionários e foi um de 42 republicanos pagos para tentar anular a eleição de Joe Biden.
Francisco J. Gonçalves 24 de Janeiro de 2021 às 10:19
Harris foi um dos republicanos que votaram para anular a vitória de Biden
Harris foi um dos republicanos que votaram para anular a vitória de Biden FOTO: Getty Images
O congressista republicano Andy Harris está a ser investigado depois de, na quinta-feira, ter tentado entrar armado no hemiciclo da Câmara de Representantes. O incidente causou especial preocupação por acontecer após o assalto de apoiantes de Trump ao Capitólio, no dia 6.

Segundo a CNN, Harris iludiu os detetores de metais no acesso ao hemiciclo, mas foi intercetado pela segurança. O chefe de gabinete do congressista alega que Harris “foi ameaçado por um criminoso em liberdade condicional” e por isso anda sempre armado. Mas o caso causou alarme. “Quando se traz uma arma para o hemiciclo põe-se todos em risco”, afirmou a democrata Alexandria Ocasio-Cortez, alvo de ameaças frequentes dos conservadores mais extremistas.

Harris é financiado pelo grupo Club of Growth, fundado por multimilionários para combater os impostos nos EUA. O grupo pagou a Harris e a outros 41 republicanos para tentarem anular a vitória de Joe Biden nas presidenciais. Harris foi, aliás, um dos que votou contra Biden já após o ataque ao Capitólio.

O congressista recebeu 345 mil dólares do Club of Growth desde 2007, quando lhe pagou a primeira campanha para o Congresso. Em 2020, o grupo gastou milhões para eleger Lauren Boebert, radical de direita defensora das teorias da conspiração do QAnon.

Ex-Presidente quis manipular Justiça
O ex-Presidente Trump, segundo o ‘New York Times’, planeou substituir o procurador-geral interino, Jeffrey Rosen, pelo aliado que aceitasse forçar o Congresso da Geórgia a anular os resultados das presidenciais naquele estado, permitindo-lhe derrotar Joe Biden.

Pormenores
“Faremos alguma coisa”
Na primeira declaração pública desde que deixou o poder, Donald Trump falou sobre o regresso à política. “Vamos fazer alguma coisa, mas para já ainda não”, afirmou ao ‘Washington Examiner’, sem adiantar quaisquer pormenores.

Biden pede desculpa
O novo Presidente dos EUA, Joe Biden, pediu ontem desculpa depois de centenas de guardas nacionais destacados para a segurança do Capitólio desde o assalto de dia 6 serem fotografados a dormir num parque de estacionamento subterrâneo.

Senado aceita adiar julgamento de Trump
O julgamento do ex-Presidente Donald Trump só começará no Senado na semana de dia 8 de fevereiro. O adiamento foi negociado na noite de sexta-feira entre os senadores democratas e os republicanos. A Câmara de Representantes enviará amanhã para o Senado a acusação de “incitamento à rebelião”, mas o julgamento só começará 15 dias depois, para permitir aos advogados de Trump a preparação da defesa, condição de um processo justo.
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