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Prostitutas deixam as ruas devido ao coronavírus e agarram-se à internet

Trabalhadoras do sexo relatam dificuldades causadas pela pandemia e garantem não ser fácil trabalhar 'online'.
Correio da Manhã 7 de Abril de 2020 às 21:23
Saltos altos
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O coronavírus está a criar problemas económicas na maioria das profissões e a prostituição não é exceção. 

A profissão mais antiga do mundo está a enfrentar dificuldades uma vez que as prostitutas não se podem encontrar pessoalmente com os seus clientes. 

Por essa razão, muitas começam a recorrer à pornografia online. O site da BBC News, com sede em Londres, entrevistou uma mulher, Cleo, que trabalha como 'dominatrix', ou seja, interpreta o papel de dominadora na sua relação com o cliente.

"Este vírus é um desastre para negócios que impliquem contacto com o público e o trabalho sexual não é diferente", explica Cleo.

"A maioria dos meus rendimentos é gerada por sessões privadas com os clientes ou eventos. Apenas ganho [normalmente] um pouco de dinheiros através de serviços online", acrescenta. Cleo admite que teve de mudar o foco do seu trabalho para as sessões online.

Outra 'dominatrix', Eva, explica que há muitas mulheres que têm vindo a juntar-se à pornografia online para conseguir aguentar o impacto do coronavírus, porém, outras não o fazem por medo de serem reconhecidas por familiares ou amigos. 

Eva acrescenta que personagens relacionadas com o isolamento também têm crescido nos desejos dos seus clientes online. 

No Twitter também se aborda a dificuldade de entrar neste negócio online pois além de se ter de investir em equipamento, também se tem de dar uma parte do lucro ao site onde fazem o seu trabalho. 

Nas últimas semanas tem-se verificado um aumento da procura de pornografia online, em particular em países como a Dinamarca, Israel, Bélgica, Suíça, Tailândia, Canadá ou Espanha. 

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