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Profissionais do sexo nos Países Baixos protestam contra continuação das restrições devido à Covid-19

Primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, indicou que irão manter-se as medidas de combate à propagação da pandemia.
Lusa 25 de Fevereiro de 2021 às 16:41
 Red Light District, abril de 2019
Red Light District, abril de 2019 FOTO: Getty Images
As profissionais do sexo nos Países Baixos avisaram esta quinta-feira que vão manifestar-se na próxima semana defronte do Parlamento holandês para denunciar a manutenção do fecho dos bordéis, enquanto donos de cafés e restaurantes ameaçaram reabrir as portas sem autorização.

Terça-feira, o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, indicou que irão manter-se as medidas de combate à propagação da pandemia de covid-19, incluindo o recolher obrigatório e o encerramento dos bares, cafés e restaurantes.

No entanto, Rutte decretou um relaxamento nas restrições para grande parte das chamadas "profissões de contacto", com a reabertura dos salões de cabeleireiro e de massagem a partir de 03 de março.

As profissionais do sexo, proibidas de exercer a profissão desde o início de dezembro de 2020, não foram autorizadas a retornar à profissão, segundo Rutte, face à "especificidade do trabalho, que implica um contacto muito próximo e a possibilidade de transmissão do vírus". 

As trabalhadoras do sexo, cuja profissão é legal nos Países Baixos desde 2000, têm previsto reunir-se terça-feira defronte do Parlamento, em Haia, para manifestarem o desacordo com a decisão.

"Vamos protestar porque somos a única profissão de contacto agora excluída da flexibilização das medidas governamentais", disse à agência noticiosa France-Presse (AFP) Moira Mona, uma das organizadoras do protesto. 

"Temos um protocolo de higiene rígido e sabemos, talvez melhor do que ninguém, como prevenir a transmissão do vírus", argumentou.

Por seu lado, pelo menos 65 proprietários de cafés e restaurantes asseguraram que vão reabrir a 03 de março, apesar da paralisação imposta pelo Governo desde meados de outubro, informou a emissora estatal NOS.

O anúncio ocorre depois de, nos últimos dias, milhares de pessoas se terem reunido em parques e jardins nos Países Baixos para aproveitar o clima ameno, sem respeitar medidas de distanciamento. 

"Fim de semana após fim de semana, vemos parques urbanos lotados. É estranho", afirmou Johan de Vos, proprietário de um restaurante, que garantiu que os empresários da restauração são capazes de garantir o cumprimento das regras sanitárias.

A Real Federação dos Restaurantes da Holanda, contactada pela AFP, afirmou "compreender a decisão de alguns proprietários" de cafés e restaurantes, apesar de a reabertura não autorizada não constituir uma política oficial da instituição.

Segundo os dados oficiais mais recentes, os Países Baixos acumularam desde o início da pandemia de covid-19 quase 1,1 milhões de casos de contágio com o novo coronavírus, que provocaram cerca de 15.500 mortes.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.498.003 mortos no mundo, resultantes de mais de 112,5 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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