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Covid-19 matou 10 mil pessoas em apenas uma semana no Brasil

Médicos e outros especialistas alertaram que as próximas duas semanas vão ser as mais terríveis que o Brasil já viveu.
8 de Março de 2021 às 15:40
Brasil chegou às 10 milhões de infeções por Covid-19
Brasil chegou às 10 milhões de infeções por Covid-19 FOTO: Reuters

No pior momento desde o início da pandemia da Covid-19 em fevereiro do ano passado, a doença matou 10 mil pessoas no Brasil apenas na última semana. Os dados são a soma da semana epidemiológica iniciada domingo, 28 de fevereiro, e terminada sábado, 6 de março, e mostram o total descontrolo da pandemia, não obstante os esforços dos governadores e autarcas para tentarem reduzir o ritmo da propagação do vírus.

A semana começou com 1726 mortes num único dia, recorde até então, e chegou ao novo máximo diário, 1840 óbitos em 24 horas. Até ao último dia da semana epidemiológica esse recorde não foi ultrapassado, mas o número diário de novos óbitos manteve-se extremamente elevado, acumulando 10 mil vidas de brasileiros ceifadas num periodo de tempo tão fugaz.

Nessa semana, a mais trágica em mais de um ano, os recordes de média diária de mortes por Covid-19 foram batidos todos os dias, tal como a média de infeções. A semana terminou com média móvel de mortes (somadas todas as mortes confirmadas numa semana e divididas por sete, para atenuar oscilações aos fins de semana) em 1455 por dia, um aumento de 42% em relação a duas semanas atrás, enquanto a média móvel de novas infeções ficou em 61 mil novos contágios por dia.

Com isso, o Brasil começou esta segunda-feira com mais de 265 mil vidas perdidas para a doença e um total de infetados desde o início da pandemia superior aos 11 milhões. Dos 27 estados brasileiros, 19 têm os sistemas de saúde em colapso, com ocupação hospitalar, nas redes pública e privada, superior a 90%, e, em muitos estados, com os principais hospitais já com 100% de ocupação de camas para doentes em estado grave.

Numa carta a Jair Bolsonaro, governadores de todo o Brasil pediram, na verdade suplicaram, que ele decretasse um confinamento nacional de pelo menos duas semanas para tentar evitar o caos total, mas o presidente, negacionista feroz da gravidade do coronavírus, recusou e continua a viajar pelo país fazendo já campanha para as presidenciais de 2022. Face a essa indiferença, os governadores estão a articular-se para passarem a adotar medidas comuns e simultâneas, numa atitude desesperada para tentar evitar que a morte de inocentes continue a aumentar diariamente a um ritmo tão alucinante, mas médicos e outros especialistas já alertaram que as próximas duas semanas vão ser as mais terríveis que o Brasil já viveu.

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