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Cristo Redentor veste a bandeira do Líbano em homenagem às vítimas das explosões em Beirute

Explosões fizeram 137 mortos e mais de 5.000 feridos. A comunidade libanesa que vive no Brasil é maior do que a população do Líbano.
Lusa 7 de Agosto de 2020 às 08:09
Cristo Redentor veste a bandeira do Líbano em homenagem às vítimas das explosões em Beirute
Cristo Redentor veste a bandeira do Líbano em homenagem às vítimas das explosões em Beirute
Cristo Redentor veste a bandeira do Líbano em homenagem às vítimas das explosões em Beirute
Cristo Redentor veste a bandeira do Líbano em homenagem às vítimas das explosões em Beirute
Cristo Redentor veste a bandeira do Líbano em homenagem às vítimas das explosões em Beirute
Cristo Redentor veste a bandeira do Líbano em homenagem às vítimas das explosões em Beirute
Cristo Redentor veste a bandeira do Líbano em homenagem às vítimas das explosões em Beirute
Cristo Redentor veste a bandeira do Líbano em homenagem às vítimas das explosões em Beirute
Cristo Redentor veste a bandeira do Líbano em homenagem às vítimas das explosões em Beirute

O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, iluminou-se na quinta-feira com as cores da bandeira do Líbano, numa homenagem às vítimas da explosão em Beirute que fez 137 mortos e mais de 5.000 feridos.

"Viemos para enviar uma mensagem de solidariedade e apoio, e para dizer ao povo libanês que sempre fomos fortes e sempre conseguimos sair de todas as misérias", disse o cônsul geral do Líbano no Rio de Janeiro, Alejandro Bitar, durante a cerimónia no monumento, citado pela agência de notícia Efe.

O maior símbolo turístico do Brasil, que tem sido utilizado nos últimos meses para exibir mensagens de sensibilização sobre o coronavírus, serviu desta vez para prestar homenagem ao povo libanês, após a explosão devastadora na terça-feira no porto de Beirute.

"Temos de proteger esse país, temos de nos reunir e unir para que este Líbano seja um país de progresso e prosperidade", disse Bitar aos pés do Cristo Redentor, no cimo da colina do Corcovado, no Rio de Janeiro.

A iniciativa partiu do Consulado Geral libanês no Rio de Janeiro e contou com a participação da Igreja Católica e de outras confissões religiosas.

A comunidade libanesa que vive no Brasil, formada na sua maioria por descendentes, é maior do que a população do Líbano.

São quase 10 milhões de libaneses e descendentes em território brasileiro, segundo informações da agência Senado.

O país já foi governado por um descendente de libaneses, o ex-presidente Michel Temer.

O candidato derrotado nas últimas residenciais por Bolsonaro, Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores, também tem o Líbano como local de origem de parte de sua família.

O Presidente brasileiro usou as redes sociais na terça-feira, dia do incidente, para se solidarizar com os libaneses duramente atingidos pela explosão.

"Profundamente triste com as cenas da explosão em Beirute. O Brasil abriga a maior comunidade de libaneses do mundo e, deste modo, sentimos essa tragédia como se fosse em nosso território. Manifesto minha solidariedade às famílias das vítimas mortais e aos feridos", escreveu Jair Bolsonaro no Twitter, prometendo que o país fará "algo concreto" para ajudar a nação.

Duas fortes explosões sucessivas sacudiram Beirute na terça-feira, causando pelo menos 137 mortos e mais de 5.000 feridos, segundo o último balanço feito pelas autoridades libanesas.

Até 300.000 pessoas terão ficado sem casa devido às explosões, segundo o governador da capital do Líbano, Marwan Abboud.

As violentas explosões deverão ter tido origem em materiais explosivos confiscados e armazenados há vários anos no porto da capital libanesa.

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, revelou que cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio estavam armazenadas no depósito do porto de Beirute que explodiu.

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