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De "rainha da sofrência" a fenómeno do "feminejo": O percurso de Marília Mendonça até à fama

Ícone da música brasileira morreu esta sexta-feira, aos 26 anos, num acidente de aviação em Minas Gerais. 
Correio da Manhã 5 de Novembro de 2021 às 23:10
Marília Mendonça
Marília Mendonça perdeu a vida esta sexta-feira numa queda de avião em Minas Gerais, no Brasil
Marília Mendonça
Marília Mendonça
Marília Mendonça perdeu a vida esta sexta-feira numa queda de avião em Minas Gerais, no Brasil
Marília Mendonça
Marília Mendonça
Marília Mendonça perdeu a vida esta sexta-feira numa queda de avião em Minas Gerais, no Brasil
Marília Mendonça
Marília Mendonça, ícone da música brasileira, morreu esta sexta-feira, aos 26 anos, num acidente de aviação em Minas Gerais, no Brasil. Lembrada por temas como "Infiel" e "Eu sei de cor", a compositora ganhou grande destaque no mundo da música. Deixa um filho, Léo, que completa dois anos em dezembro. 

"A primeira vez que subi ao palco, esqueci-me da letra e chorei"
A paixão pela música surgiu cedo e foi na igreja, por influência da mãe, que Marília Mendonça começou a cantar.

"A primeira vez que subi ao palco, esqueci-me da letra e chorei. Até chamei a minha mãe ao púlpito da igreja", revelou a cantora numa entrevista à revista Quem. A tímidez foi ultrapassada com a ajuda da música e, aos 12 anos, a cantora já compunha canções. 

Apesar de jovem, começou a destacar-se enquanto compositora, com as suas músicas a ganharem notoriedade ao serem interpretadas por grandes nomes da música brasileira. Os temas "É com ela que eu estou", na voz de Cristiano Araújo ou "Cuida bem dela", da dupla Henrique & Juliano, são algumas das músicas escritas pela artista.

A compositora conseguiu uma maior projeção nacional com o álbum de estreia "Marília Mendonça", em 2016. "Infiel", "Folgado", "Saudade do Meu Ex" são alguns dos temas que rapidamente ficaram conhecidos.

Percursora do "feminejo"
Marília Mendonça foi uma das percursoras do movimento "feminejo", que marcou a ascenção das mulheres no sertanejo, estilo musical que, até 2000, era maioritariamente dominado pelos homens no Brasil.

O seu sucesso trouxe-lhe a fama de "rainha da sofrência". "Onde me quiserem enquadrar, eu aceito. Dizem que sou a rainha da sofrência. Aquilo que identificarem na minha música, sou eu. Estou muito grata ao 'feminejo' e tenho o maior orgulho do que estas meninas deram para o Brasil inteiro", afirmou numa entrevista. 

Projetos recentes
No início da pandemia, Marília Mendonça quebrou um recorde mundial de espectadores simultâneos num direto no Youtube, com 32 milhões de pessoas a assistir. À semelhança de outros artistas, fez espetáculos através da internet para angariar donativos para as vítimas da Covid-19. 

Nos últimos anos, a cantora estava a dedicar-se a um projeto em parceria com a dupla Maiara e Maraisa. O albúm "Patroas 35%" foi lançado em setembro deste ano. O trio recebeu uma indicação ao Grammy Latino na categoria de melhor álbum de música sertaneja.

Relembre alguns sucessos da compositora










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