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Democratas sofrem primeiras derrotas no julgamento de destituição de Trump

Sete propostas para chamar novas testemunhas e documentos foram sumariamente rejeitadas pela maioria republicana no primeiro dia do julgamento no Senado.
Ricardo Ramos 23 de Janeiro de 2020 às 01:30
Donald Trump
Mitch McConnel
Donald Trump
Mitch McConnel
Donald Trump
Mitch McConnel
As esperanças democratas de tentar convencer alguns senadores republicanos mais moderados a votarem a favor da audição de novas testemunhas no julgamento de destituição do presidente Trump, no Senado, sofreram um forte abalo no primeiro dia de trabalhos, com as suas propostas a serem rejeitadas sete vezes pela unida maioria republicana naquela câmara.

Numa sessão-maratona que se prolongou por quase 13 horas e que ficou marcada por uma acesa troca de acusações e ataques entre a defesa e a acusação, os democratas propuseram chamar a depor figuras importantes como o ex-conselheiro de Segurança Nacional John Bolton ou o chefe de gabinete de Trump, Mick Mulvaney, mas as moções foram todas rejeitadas por 53 votos contra 47, com os republicanos, liderados por Mitch McConnel, a fazerem valer a sua maioria.

De igual modo, foram também chumbados os pedidos democratas para intimar judicialmente a Casa Branca e os Departamentos de Estado e da Defesa a entregarem documentos relevantes para o processo.

Apesar das derrotas, o líder da acusação democrata, Adam Schiff, voltou esta quarta-feira a insistir, nas suas alegações iniciais, na necessidade de introduzir novas testemunhas e provas, lembrando aos republicanos que juraram aplicar "justiça imparcial". 

Puxão de orelhas aos senadores
O presidente do Supremo Tribunal, John Roberts, que preside ao julgamento de Trump no Senado, foi forçado a interromper os trabalhos para chamar a atenção dos senadores após acusações de "traição" e "encobrimento". "Lembrem-se de onde estão", admoestou Roberts.

Trump volta à carga contra Greta Thunberg
Donald Trump despediu-se esta quarta-feira de Davos com um novo ataque contra a ativista sueca Greta Thunberg, afirmando que ela "devia dar mais atenção a outros países poluidores" e não só aos EUA.

Apesar de na véspera ter criticado os "profetas da desgraça" do clima, Trump admitiu que gostaria de ter assistido ao discurso de Greta e ainda gracejou: "Ela venceu-me". Referia-se à escolha da ativista como ‘Pessoa do Ano’ da revista ‘Time’.

PORMENORES
Segurança em causa
O presidente Donald Trump disse esta quarta-feira que preferia um julgamento "longo e com testemunhas" para ser completamente exonerado, mas admitiu que o depoimento de figuras como John Bolton ou Mike Pompeo "poderia constituir um risco para a segurança nacional".

Biden por Bolton?
Os democratas estão a ponderar a possibilidade de permitir o testemunho de Joe Biden ou do filho, Hunter Biden, em troca de os republicanos aceitarem o depoimento de John Bolton, ex-conselheiro de Trump.
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