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Depois do coronavírus, conheça os casos que foram considerados Emergência de Saúde Pública Internacional nos últimos anos

OMS aciona emergência quando há necessidade de adoção de medidas de prevenção e contenção coordenadas à escala mundial.
Lusa 30 de Janeiro de 2020 às 20:27
A OMS felicitou o país africano pela forma como lidou com o vírus
O vírus Ébola tem uma taxa de mortalidade de quase 90 por cento
A OMS felicitou o país africano pela forma como lidou com o vírus
O vírus Ébola tem uma taxa de mortalidade de quase 90 por cento
A OMS felicitou o país africano pela forma como lidou com o vírus
O vírus Ébola tem uma taxa de mortalidade de quase 90 por cento
O surto do novo coronavírus detetado na China, que causa pneumonias, é o sexto caso considerado como Emergência de Saúde Pública Internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Uma emergência de saúde pública internacional leva à adoção de medidas de prevenção e contenção coordenadas à escala mundial. Para decretar esta situação internacionalmente, a OMS pondera os seguintes critérios: ser uma situação extraordinária, de risco de rápida expansão para outros países e que necessite de resposta internacional coordenada.

Eis os anteriores cinco casos em que a OMS decretou emergência de saúde pública internacional:

Ébola na República Democrática do Congo, 2019

Em julho de 2019, a OMS decidiu declarar o estado de Emergência Internacional devido à evolução da epidemia de ébola na República Democrática do Congo (RDCongo).

Na altura, a avaliação da OMS indicava que o risco de a epidemia continuar a espalhar-se na RDCongo e na região permanecia "muito alto", mas o risco de se expandir para fora dessa região era baixo.

Só na quarta reunião do comité de emergência da OMS é que foi decidido declarar emergência internacional, quando o surto de ébola estava ativo desde agosto de 2018.

Quando foi decretada emergência internacional, o surto já tinha provocado quase 1.700 mortos e registava a cada dia 12 novos casos de infeção.

Ébola na África Ocidental, 2016

A epidemia de ébola, detetada na África Ocidental em março de 2014, foi decretado caso de emergência internacional em agosto desse ano, quando já havia casos registados na Guiné-Conacri, Libéria, Serra Leoa e Nigéria.

Quando a OMS avançou para o estado de emergência de saúde pública internacional, o surto tinha já causado perto de mil mortos, em mais de 1.700 casos de infeção.

A epidemia na África Ocidental acabou por se arrastar entre 2014 e 2016, matando mais de 11 mil pessoas.

Poliomielite, 2014

O aumento de contágios de poliomielite com registo de casos em mais de dez países levou a OMS a decretar emergência sanitária mundial em maio de 2014.

A decisão foi tomada depois de várias reuniões do Comité de Emergência da OMS, porque os peritos se manifestaram preocupados com contágios pelo poliovírus selvagem, numa altura em que doença tinha sido quase erradicada.

A poliomielite é uma doença grave, mas evitável através da vacinação, sendo que assegurar as vacinas foi aliás na altura uma das recomendações principais da OMS nos países afetados.

Em 2014, as autoridades de saúde constataram casos de contaminação internacional de três dos dez países onde existia poliomielite: na Ásia central (do Paquistão ao Afeganistão), no Médio Oriente (da Síria ao Iraque) e na África central (dos Camarões para a Guiné Equatorial).

Vírus Zika, 2016

Nos primeiros meses de 2016, foi o vírus Zika que levou a OMS a declarar emergência internacional.

Cerca de 30 países relataram casos de bebés nascidos com malformações relacionados com o vírus Zika e só no Brasil foram mais de 2.100 casos.

O Zika é disseminado principalmente por picada de mosquito, mas o contágio também pode ocorrer através de relações sexuais. Para a maioria dos infetados, os sintomas são febre, urticárias e dores nas articulações.

Gripe H1N1, 2009

Em junho de 2009, a OMS decide declarar estado de pandemia devido à gripe provocada pelo vírus H1N1, subindo o nível de alerta pandémico para o mais elevado, por risco substancial de transmissão.

A nível mundial a pandemia que durou entre 2009 e 2010 terá causado cerca de 284 mil mortos, com uma média etária dos óbitos relativamente baixa, afetando muitas pessoas com menos de 65 anos.

Contudo, comparando com a anterior pandemia de gripe registada, que em 1968 matou cerca de um milhão de pessoas, na pandemia de H1N1 passou-se para um terço da mortalidade.

Portugal também foi afetado em 2009 e 2010 pela gripe H1N1, havendo registo de 124 mortes.

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