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Deputada brasileira acusada de matar o marido após noite de orgia presa 48 horas depois de perder a imunidade

Anderson foi executado com mais de 30 tiros disparados à queima-roupa dentro da garagem da casa do casal.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 13 de Agosto de 2021 às 23:50
Flordelis dos Santos é acusada de ter mandado matar o marido, Anderson do Carmo
Flordelis dos Santos é acusada de ter mandado matar o marido, Anderson do Carmo FOTO: DR

A pastora evangélica e ex-deputada brasileira Flordelis dos Santos, que na passada quarta-feira teve o mandato parlamentar cancelado pelo parlamento e com isso perdeu a imunidade parlamentar, foi presa esta sexta-feira em Niterói, na área metropolitana da cidade do Rio de Janeiro. A mulher foi presa em casa, que já estava cercada pela polícia, minutos depois de uma juiza de Niterói ter aceite o pedido de prisão feito horas antes pelo Ministério Público.

Flordelis é acusada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do Rio de Janeiro de ter sido a mandante do assassínio do marido, o também pastor Anderson do Carmo, no final da madrugada de 12 de junho de 2019, Dia dos Namorados no Brasil. Anderson foi executado com mais de 30 tiros disparados à queima-roupa dentro da garagem da casa do casal, pouco depois de ter chegado com Flordelis de uma noitada em que eles fizeram sexo em cima do carro no meio de uma rua na zona sul do Rio de Janeiro e terminaram o que parece ter sido uma despedida promovida pela mulher, numa boate de troca de casais.

A então deputada disse na altura que ladrões invadiram a garagem quando ela e o marido entraram e mataram Anderson, mas a polícia descobriu que os autores do assassínio foram dois dos 50 filhos que o casal adoptou ao longo dos anos em favelas, e eles foram presos durante o funeral do pastor. Na prisão, os dois suspeitos acusaram a pastora e deputada de ter sido a mandante da morte do marido, que inicialmente Flordelis tinha adoptado como filho mas depois de mais velho se tornou seu companheiro, mas a parlamentar, que nega, não tinha sido presa até agora por ter imunidade parlamentar.

Com a perda do mandato na quarta-feira, por 437 votos a favor e 7 contra, Flordelis perdeu também a protecção do cargo e passou a ser uma cidadã comum. O Ministério Público não perdeu tempo, pediu a prisão dela, e a polícia também não, pois ficou em redor da casa da religiosa até que a justiça ordenasse a prisão para Flordelis não poder fugir.

A história de Flordelis dos Santos mistura religião, poder, ambição devido ao dinheiro que a pastora recebia em doações na igreja que criou mas que era o marido que administrava, e muito sexo. Testemunhas relataram à polícia que os filhos adoptivos de Flordelis e de Anderson faziam verdadeiras orgias sexuais entre si, trocando de parceiros sexuais amiúde, que o casal de pastores realizava supostas cerimónias religiosas onde se praticavam castigos físicos, que a pastora escolhia entre os fiéis da sua igreja homens com quem mantinha relações fora do casamento, e que Anderson teria sido morto a tiros porque demorava para morrer com o veneno que a mulher e uma das filhas deles colocavam há muito em pequenas porções na comida dele.
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