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"Desejo-vos muito sucesso para a presidência portuguesa do Conselho da UE": Merkel passa testemunho a Costa

Chanceler alemã destacou os efeitos da Covid-19 como desafios. Primeiro-ministro sublinha que vai dar "continuidade" ao trabalho feito.
Lusa 30 de Dezembro de 2020 às 17:37
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A chanceler alemã, Angela Merkel, desejou esta quarta-feira ao primeiro-ministro português, António Costa, "muito sucesso" na presidência do Conselho da União Europeia, assegurando que a Alemanha "fará tudo ao seu alcance" para apoiar Portugal.

Angela Merkel, na presidência do Conselho da União Europeia (UE) até 31 de dezembro, passou esta quarta-feira virtualmente "o testemunho" a António Costa, cujo governo assume a presidência da UE a 01 de janeiro, através de uma mensagem vídeo divulgada nas redes sociais.

Num balanço da presidência alemã, Merkel afirma que "o desafio central foi sem duvida a pandemia do coronavírus" e afirma a importância da unidade dos 27 neste desafio.

Costa recebe testemunho de Merkel e frisa "honra e responsabilidade" de Portugal
O primeiro-ministro, António Costa, agradeceu  à chanceler alemã, Angela Merkel, "o excelente trabalho" da presidência alemã da União Europeia, frisando "a honra e enorme responsabilidade" de Portugal de "dar continuidade" a esse trabalho".

António Costa, cujo governo assume a 01 de janeiro a presidência do Conselho da União Europeia, recebeu hoje virtualmente "o testemunho" das mãos de Angela Merkel, cuja presidência termina a 31 de janeiro, através de uma mensagem vídeo de ambos divulgada nas redes sociais.

Na mensagem, o primeiro-ministro português deu à presidência alemã "os parabéns pelo excelente trabalho ao leme da União Europeia", salientando "a compra conjunta das vacinas" e "sua distribuição simultânea a todos os Estados-membros", assim como "a aprovação de uma resposta robusta aos efeitos económicos e sociais da pandemia".

Tais avanços, considerou, "demonstram uma União Europeia próxima dos seus cidadãos, respondendo aos seus receios e correspondendo às suas expetativas".

"É uma honra e uma enorme responsabilidade para Portugal receber este testemunho das tuas mãos e dar continuidade ao vosso trabalho", afirmou.

António Costa apontou como "três principais prioridades" da presidência portuguesa, a primeira das quais "a recuperação económica e social, que terá como motores as transições climática e digital, fatores de crescimento e de criação de mais e melhor emprego".

Uma segunda prioridade, prosseguiu, "é o desenvolvimento do pilar social da União Europeia, criando uma base sólida de confiança de que esta dupla transição será uma oportunidade para todos e a garantia de que ninguém ficará para trás".

Em terceiro lugar, disse, Portugal aposta no reforço da "autonomia estratégica de uma União Europeia aberta ao mundo".

Estas três metas, apontou o primeiro-ministro, desenvolvem-se em "três marcos": "a aprovação dos planos nacionais de recuperação", da lei do clima e do pacote dos serviços digitais", a Cimeira Social, que vai juntar parceiros sociais, sociedade civil, instituições e Estados-membros "num compromisso comum em torno de um plano de ação para o desenvolvimento do pilar social", e "o fortalecimento das relações de vizinhança e com os nossos parceiros estratégicos".

"Cara Angela, cara e caros amigos, como numa estafeta, cabe-nos agora a nós dar continuidade ao vosso trabalho, com o lema da presidência portuguesa: é 'Tempo de agir, por uma recuperação justa, verde e digital'", concluiu.

Portugal assume a 01 de janeiro a sua quarta presidência da UE, dando continuidade ao trio de presidências iniciado pela Alemanha em 01 de julho de 2020 e que será concluído pela Eslovénia no segundo semestre de 2021.

Costa garante que "obviamente", cumprirá "por inteiro" todas as suas obrigações
O primeiro-ministro, António Costa, afirmou esta quarta-feira que vai cumprir todas as suas obrigações no âmbito da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, apesar de o ministro dos Negócios Estrangeiros assumir um papel mais proeminente a nível externo.

"Obviamente eu cumprirei todas as minhas obrigações. O governo é uma equipa e todos os membros do governo vão cumprir por inteiro as suas obrigações internas e as suas obrigações enquanto presidência e eu não sou exceção", disse o primeiro-ministro em declarações à Lusa.

A razão desta espécie de "divisão de tarefas" com o ministro dos Negócios Estrangeiros, anunciada hoje pelo jornal Publico, tem a ver, segundo António Costa, com o "quadro bastante diferente" em que esta presidência se desenrolará.

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