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Correio da Manhã

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Dia de luto acalma protestos em Gaza

Manifestações perderam intensidade enquanto eram sepultadas as dezenas de vítimas do massacre de segunda-feira.
Francisco J. Gonçalves 16 de Maio de 2018 às 01:30
Faixa de Gaza
Faixa de Gaza
Protestos na Faixa de Gaza fazem mais de 50 mortos
Protestos na Faixa de Gaza
Faixa de Gaza
Protestos na Faixa de Gaza
Faixa de Gaza
Faixa de Gaza
Protestos na Faixa de Gaza fazem mais de 50 mortos
Protestos na Faixa de Gaza
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Protestos na Faixa de Gaza
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Protestos na Faixa de Gaza fazem mais de 50 mortos
Protestos na Faixa de Gaza
Faixa de Gaza
Protestos na Faixa de Gaza
Os protestos na Faixa de Gaza perderam intensidade esta terça-feira, enquanto eram homenageados e sepultados os mortos do dia anterior, a jornada mais sangrenta para os palestinianos desde o conflito de 2014. Pelo menos dois palestinianos foram mortos nos protestos desta terça-feira, que se alastraram a Ramallah, na Cisjordânia, enquanto o número de vítimas de segunda-feira subiu para 60. Uma das vítimas que fez elevar o balanço trágico foi uma bebé de oito meses, falecida por ter inalado gás lacrimogéneo.

Durante a manhã, multidões de pessoas em luto desfilaram por Gaza, exibindo bandeiras palestinianas e apelando à vingança. "Com as nossas almas e o nosso sangue nós vos redimiremos, mártires" era um dos cânticos entoados.

O dia 15 de maio é habitualmente marcado por protestos, pois celebra a ‘Nakba’ (ou catástrofe), designação do êxodo forçado de milhares de palestinianos em 1948, ano da criação do Estado de Israel. Mas, após o banho de sangue de segunda-feira, o luto fez diminuir a intensidade das manifestações.

Os mais de 2700 feridos pelos disparos e pelas granadas de gás das tropas de Israel inundaram os hospitais da Faixa de Gaza.

No hospital Shifa, na cidade de Gaza, as 20 camas disponíveis ficaram ocupadas rapidamente, pois 500 pessoas foram assistidas no local. Em resposta a um apelo urgente, o Egito aceitou receber alguns dos feridos mais graves em hospitais do Cairo.

A dureza da repressão israelita mereceu críticas pelo Mundo e levou o Conselho de Segurança da ONU a reunir de emergência para debater a situação. Mas os EUA manifestaram apoio total a Israel, que diz ter respondido à escalada de violência palestiniana causada pela inauguração da embaixada norte-americana em Jerusalém.

"Nenhum país teria agido com mais contenção do que Israel", afirmou Nikki Haley, embaixadora dos EUA na ONU.

PORMENORES
Turquia bane diplomata
A Turquia pediu ao embaixador de Israel para deixar o país e considera que os países muçulmanos devem rever relações com o Estado judaico.

Risco de escalada
A ONU condenou "a violência mortífera" das tropas de Israel e manifestou preocupação com a escalada da violência.

Condenação internacional
O Reino Unido pediu uma investigação à morte de dezenas de palestinianos. França fala de violência injustificada e critica os EUA por agirem de forma unilateral no Médio Oriente.
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