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Correio da Manhã

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Dilma faz turismo em Istambul e irrita-se com jornalistas

A presidente brasileira, Dilma Rousseff, c, mas não estava com a expressão feliz característica dos turistas normais. Sem paciência para jornalistas, classe de quem nem esconde não gostar muito, ela andou o dia inteiro carrancuda e, em mais de uma ocasião, não conseguiu evitar explosões de irritação ao ver repórteres.
9 de Outubro de 2011 às 20:19
Dilma Rousseff tirou o seu sétimo dia de périplo de uma semana por vários países europeus para fazer turismo. Na sexta-feira foi recebida em Ankara pelo presidente turco Abdullah Gul
Dilma Rousseff tirou o seu sétimo dia de périplo de uma semana por vários países europeus para fazer turismo. Na sexta-feira foi recebida em Ankara pelo presidente turco Abdullah Gul FOTO: Umit Bektas / Reuters

Com o auxílio dos seus próprios seguranças e da escolta da polícia turca, Dilma despistou os jornalistas logo à saída do luxuoso hotel onde ficou hospedada, o Çiragan Palace Kempinski Hotel, onde a suíte em que ela dormiu custa nada menos que 10 mil euros. Cercada por uma comitiva de oito carros de segurança e uma ambulância, ela foi dar um passeio pelo Estreito de Bósforo a bordo do barco de turismo Bosphorus.

Sempre acompanhada dos ministros que escolheu pessoalmente para o dia de lazer, António Patriota (Negócios Estrangeiros), Celso Amorim (Defesa), Helena Chagas (Comunicação Social) e da amiga Maria da Graça Foster, directora da multinacional brasileira de petróleo Petrobrás, a chefe de estado brasileira visitou em seguida o Topkapi Palace Museum, um conjunto de edificações cercado por muralhas construído entre os anos de 1459 e 1465 por ordem de Mehmet II, pouco depois deste ter conquistado a então cidade de Constantinopla, hoje Istambul. No almoço, num requintado restaurante com vista para o Bósforo, Dilma voltou a ficar irritada ao perceber a presença de jornalistas lá fora e mandou fechar todas as cortinas.

Ao sair, passou pelo meio dos repórteres como um furacão, evidenciando uma incontida explosão de ira. Ao perceber que a chefe tinha exagerado e que a atitude de Dilma ia ter reflexos negativos não apenas entre os jornalistas brasileiros mas, principalmente, entre os turcos, a ministra da Comunicação Social, Helena Chagas, parou e “explicou” aos repórteres que a presidente estava desconfortável com a presença deles porque estava de folga, a passear como qualquer turista, e não a cumprir agenda oficial.

O passeio por Istambul ainda incluiu, além de uma misteriosa ida a lugar não informado, mais uma vez despistando os repórteres com a ajuda da escolta, uma visita à Basílica Santa Sofia, uma das maiores construcções do mundo, erguida em 1400. O dia de lazer terminou no Grande Bazar, sonho de compras para qualquer turista, mas ninguém sabe o que Dilma comprou ou se comprou alguma coisa, pois a imprensa foi mantida longe.

Apesar de Dilma ter ido à Turquia a trabalho e ter participado em eventos com empresários e reuniões com autoridades, entre elas o presidente turco, Abdullah Gul, ela não deu neste país nenhuma entrevista ou conferência de imprensa. Antes da Turquia Dilma esteve na Bélgica, onde participou na cimeira Brasil-União Europeia, e na Bulgária, onde visitou a cidade natal do pai, Pedro Rousseff, Gabrovo.

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