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Dinamarca proíbe empresas sediadas em offshores de aceder a apoio do Estado para fazer face à pandemia

As medidas impostas pelo governo reacenderam a discussão sobre a evasão fiscal. 
Correio da Manhã 21 de Abril de 2020 às 19:10
Mette Frederiksen, primeiro-ministra da Dinamarca
Mette Frederiksen, primeiro-ministra da Dinamarca
Mette Frederiksen, primeiro-ministra da Dinamarca
Mette Frederiksen, primeiro-ministra da Dinamarca
Mette Frederiksen, primeiro-ministra da Dinamarca
Mette Frederiksen, primeiro-ministra da Dinamarca

A Dinamarca proibiu as empresas que estejam sediadas em offshores de aceder a apoios do Estado para fazer face à crise que a pandemia de coronavírus está a causar e pediu que outros países lhes seguissem as pisadas. 

O governo dinamarquês estabeleceu ainda que as empresas que tenham direito ao apoio do governo não devem usar lucros para recomprar ações ou pagar dividendos aos acionistas em 2020 ou 2021. 

As medidas impostas pelo governo reacenderam a discussão sobre a evasão fiscal. 

No início de abril, a Polónia já tinha decidido que os fundos de resgate para fazer face à pandemia só estariam disponíveis para empresas que pagam impostos no país. De sublinhar que Portugal é o terceiro país da União Europeia com mais riqueza em paraísos fiscais. Ainda assim, a distribuição dos apoios estatais relacionados com a pandemia de coronavírus não tem a questão do pagamento de impostos em Portugal como requisito obrigatório. 

Segundo o Jornal de Negócios, os portugueses desviaram cerca de 50 mil milhões de euros para offshores entre 2001 e 2016. 


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