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Desapareceu médica que denunciou surto de coronavírus em Wuhan após ter sido proibida de falar

Paradeiro de Ai é "desconhecido" após entrevista a revista chinesa onde denunciou toda a situação.
Correio da Manhã 30 de Março de 2020 às 19:40
Médicos - imagem ilustrativa
Médicos - imagem ilustrativa FOTO: Getty Images

Chama-se Ai Fen e foi uma das médicas que tentou denunciar o surto de coronavírus em Wuhan, China, para o mundo e foi silenciada. No início do surto, em dezembro, que viria a explodir em janeiro, Ai Fen foi proibida pelos seus superiores de falar sobre o que se estava a passar. Agora está desaparecida. 

O berço da pandemia do século situa-se num território de regime totalitário e as primeiras quatro semanas do surto - as cruciais para conter ou não a epidemia - foram passadas a tentar esconder a situação nos hospitais daquela província.

Um grupo de médicos, incluindo Ai Fen, tentou que as informações que circulavam entre eles passassem para o exterior. 

Segundo a investigação levada a cabo pelo programa 60 Minutes, da CNN Austrália, há duas semanas, Ai Fen, diretora de emergência do hospital Wuhan Central, tornou a situação pública na revista chinesa Renwu, dizendo que tinha sido silenciada em dezembro de 2019 após alertar os seus superiores para o vírus desconhecido - na altura - que não parava de surgir.

O p
residente da República Popular da China, Xi Jinping, ordenou que a entrevista fosse apagada da Internet e agora o paradeiro de Ai é "desconhecido". 


A mesma investigação sublinha ainda que, caso o governo não tentasse ocultar o início do surto, este poderia ter sido contido em 95%. 

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