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"E daí? Não faço milagres": Bolsonaro volta a menosprezar vítimas do coronavírus no Brasil

Número de mortes por Covid-19 no Brasil já ultrapassou a China.
Ricardo Ramos 30 de Abril de 2020 às 09:14
Jair Bolsonaro
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O presidente brasileiro Jair Bolsonaro voltou na terça-feira à noite a desvalorizar o número de mortes provocado pela pandemia no Brasil, afirmando que não pode fazer milagres. Questionado pelos jornalistas depois de o país ter passado a marca dos 5000 mortos por coronavírus, ultrapassando a China, Bolsonaro respondeu de forma agressiva: "E daí? Lamento, mas quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagres", disparou.

Na semana passada, Bolsonaro - o nome do meio é Messias - já tinha sido acusado de falta de sensibilidade e empatia quando confrontado com outra pergunta sobre o elevado número de vítimas no país. "Não sou coveiro. Quem fala de mortos é o coveiro", disse na altura. O Brasil é um dos países onde a pandemia tem avançado mais rapidamente, registando até esta quarta-feira um total de 5017 mortes e mais de 71 mil casos.

PORMENORES
Culpa governadores
Bolsonaro tentou ainda responsabilizar os governadores e autarcas que decretaram medidas de confinamento pelo aumento do número de mortes por coronavírus no Brasil. "Essa conta tem de ser apresentada aos governadores. Perguntem-lhes o porquê terem tomado medidas tão restritivas e continuar morrendo gente. Eles têm de responder. Não vão colocar isso  no meu colo", afirmou.

S. Paulo é o mais afetado
O estado de São Paulo é o principal epicentro da epidemia no Brasil, com 2049 mortes. Seguem-se o Rio de Janeiro com 738, Pernambuco (508), Ceará (403), e Amazonas, com 351 vítimas mortais. Os especialistas acreditam que estes números são apenas a ponta do icebergue devido à falta da testes.

MUNDO EM PORTUGUÊS
Primeiro-ministro infetado com Covid-19
O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Nuno Nabian, e três membros do seu governo estão infetados com Covid-19. Numa mensagem publicada no Facebook, Nabian garante que se encontra bem e está isolado em casa. Além do primeiro-ministro, testaram também positivo o ministro do Interior, Botche Candé, o secretário de Estado da Ordem Pública, Mário Fambé, e a secretária de Estado do Ambiente e Biodiversidade, Mónica Buaro.

Levantamento de restrições 
O governo de Timor-Leste aprovou esta quarta-feira o levantamento de algumas restrições do estado de emergência, reabrindo a fronteira à entrada de cidadãos timorenses e permitindo a retoma da atividade dos transportes públicos, mas com medidas de proteção. As restrições à entrada de cidadãos estrangeiros vão permanecer,  e os timorenses que entrarem  no país estão sujeitos às regras de controlo sanitário, que incluem uma quarentena obrigatória. 

Voos retomados 
O governo angolano autorizouesta quarta-feira o reinício dos voos domésticos, comerciais ou particulares em todo o território do país, com exceção da região de Luanda, onde apenas é permitido o transporte aéreo de trabalhadores afetos às atividades petrolífera  e mineira. Angola registou até esta quarta-feira 27 casos e duas mortes.   

Máscaras garantidas
O governo de Macau anunciou esta quarta-feira a aprovação da 11ª ronda de distribuição de máscaras de proteção facial à população macaense. A venda racionada de máscaras em Macau iniciou-se  a 24 de janeiro e até dia 11 de abril já tinham sido vendidas no território cerca de 46 milhões de máscaras de proteção.

VOLTA AO MUNDO
20 mil casos na Suécia
A Suécia, que não adotou as rigorosas medidas de confinamento seguidas pelos restantes países europeus, ultrapassou esta quarta-feira a barreira dos 20 mil casos confirmados de coronavírus. O país regista ainda quase 2500 mortos. 

Vírus matou o fax
A introdução de novas formas de trabalho eletrónico por causa da pandemia poderá enterrar de vez o uso das antiquadas máquinas de fax na Grécia. Governo vai aproveitar o impulso para aprovar uma ambiciosa e há muito adiada reforma digital.

Subsistência em risco
Mais de 1,6 mil milhões de pessoas - cerca de metade da força laboral em todo o Mundo - correm "sérios riscos de perder os seus meios de subsistência" devido à pandemia, alertou esta quarta-feira a Organização Mundial do Trabalho.

Egito lidera em áfrica
O Egito é o país africano com mais casos de coronavírus, revelou esta quarta-feira a Organização Mundial de Saúde. O país tem 5042 casos confirmados de Covid-19, mas o maior número de mortes foi registado na Argélia, com 444 óbitos.

Dilema policial
A polícia alemã não sabe como fazer cumprir a lei nas manifestações marcadas para assinalar, amanhã, o Dia do Trabalhador. Por um lado, o uso de máscara é obrigatório; por outro, a lei proíbe tapar o rosto em manifestações…

Protestos regressam
Dezenas de ativistas pró-democracia voltaram esta quarta-feira a manifestar-se num centro comercial de Hong Kong, desafiando as regras de distanciamento social e a proibição de ajuntamentos públicos em vigor.

Exigem reabertura
Centenas de pequenos comerciantes ucranianos manifestaram-se esta quarta-feira na capital, Kiev, para exigir o levantamento das medidas de confinamento, afirmando que o encerramento forçado está a levar muitos negócios à ruína.

Cartazes insultuosos
A Igreja Ortodoxa da Roménia criticou duramente uma campanha de homenagem aos profissionais de saúde com cartazes que apresentam médicos e enfermeiros como santos, alegando que se trata de "uma blasfémia e um insulto".

Mortes disparam
O número de mortes por coronavírus no Reino Unido disparou para as 26 097 após terem sido contabilizados pela primeira vez mais 3811 óbitos que ocorreram fora dos hospitais, nomeadamente, em residências particulares ou lares de idosos.

Tragédia em lar
Pelo menos 70 pessoas morreram infetadas com Covid-19 num lar para veteranos de guerra no estado norte-americano de Massachusetts, naquele que foi o pior surto em residências para idosos registado até agora nos Estados Unidos.

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