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Egito lança campanha de vacinação contra a Covid-19 com prioridade para profissionais de saúde

Ministro da saúde afirmou que os cidadãos vão receber as duas doses da vacina em 21 dias.
Lusa 24 de Janeiro de 2021 às 17:05
Profissional de saúde segura dose da vacina da Pfizer e BioNTech
Profissional de saúde segura dose da vacina da Pfizer e BioNTech FOTO: Reuters
O Egito tornou-se este domingo no primeiro grande país africano a lançar uma campanha de vacinação contra o novo coronavírus, com as primeiras vacinas da farmacêutica estatal chinesa Sinopharm a serem administradas a profissionais de saúde na cidade de Ismaília, na margem ocidental do Canal de Suez.

Segundo o ministro da Saúde, Hala Zayed, o país vai dar prioridade à vacinação de profissionais de saúde em 40 hospitais dedicados a isolar e tratar doentes da covid-19.

No Egito, a segunda prioridade na vacinação contra a covid-19 são os idosos e aqueles que sofrem de doenças crónicas, disse Zayed, sem avançar um prazo para vacinar toda a população.

O ministro da Saúde afirmou ainda que os cidadãos vão receber as duas doses da vacina em 21 dias, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

Em 30 de dezembro, a farmacêutica estatal chinesa Sinopharm revelou que uma das suas vacinas candidatas contra a covid-19 revelou uma eficácia de 79,34%, e que já pediu autorização às autoridades do país asiático para comercializá-la.

No início desse mês, as autoridades dos Emirados Árabes Unidos, um dos países que participaram nos testes da vacina, tinham apontado para 86% de eficácia.

Esta vacina pode ser transportada a uma temperatura de 2 a 8 graus Celsius (35 a 46 graus Fahrenheit), o que se torna uma grande atração para países onde quase 3 mil milhões de pessoas vivem sem eletricidade e refrigeração estáveis.

Além desta vacina, o Egito também negociou duas outras vacinas - uma da Oxford University e AstraZeneca, e outra da Pfizer e do seu parceiro alemão BioNTech.

Em dezembro, o ministro das Finanças do Egito, Mohamed Maait, informou que o Governo fechou contrato para comprar 20 milhões de doses da vacina Pfizer/BioNTech e 30 milhões de doses da vacina AstraZeneca.

O Egito, que é o país mais populoso do mundo árabe, com mais de 100 milhões de habitantes, regista mais de 161.140 casos confirmados de infeção e 8.902 mortes relacionados com a covid-19, ainda que o número real de casos, como em outras partes do mundo, possa ser superior, em parte devido à limitação de testes.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.121.070 mortos resultantes de mais de 98,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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