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Empresa brasileira que alugou avião da droga onde viajou João Loureiro diz desconhecer todo o caso

Sócio da Lopes & Ferreira Assessoria, que aparece no manifesto de voo como locatária do Falcon da Omni diz que a firma está inativa.
Correio da Manhã 1 de Março de 2021 às 21:17
Droga foi apreendida pela Polícia Federal brasileira neste avião de uma companhia portuguesa
Avião com cocaína vindo do Brasil
Avião onde foram apreendidos 587 quilos de cocaína no Brasil na mira da Judiciária
Droga foi apreendida pela Polícia Federal brasileira neste avião de uma companhia portuguesa
Avião com cocaína vindo do Brasil
Avião onde foram apreendidos 587 quilos de cocaína no Brasil na mira da Judiciária
Droga foi apreendida pela Polícia Federal brasileira neste avião de uma companhia portuguesa
Avião com cocaína vindo do Brasil
Avião onde foram apreendidos 587 quilos de cocaína no Brasil na mira da Judiciária

Um dos sócios da Lopes & Ferreira Assessoria, que terá contratado o serviço de um avião da OMNI apreendido com mais de 500 quilos de cocaína no Brasil, disse esta segunda-feira à Lusa não ter qualquer informação sobre o caso. "Sou sócio da empresa, mas é um escritório de advocacia.

Não tem nada a ver com este negócio de locação de avião. Não tenho ciência [conhecimento] disto", disse Wagner Oliveira Ferreira à Lusa. De acordo com o manifesto de voo oportunamente revelado pelo CM, a "Lopes & Ferreira" é a empresa que alugou o jato à Omni e que foi apanhado no aeroporto de Salvador com 587 quilos de cocaína dissimulados na fuselagem do Falcon.

Questionado pela Lusa sobre o ramo de atividade da Lopes & Ferreira Assessoria, Wagner Oliveira Ferreira contou que o negócio é dirigido pelo sócio e, visivelmente tenso, afirmou estar com medo de ser prejudicado. "Não estou sabendo deste contrato, desta situação. Eu presto serviço de assessoria referente a reabilitação de crédito, estas coisas. Faço este trabalho. Essa evidência, este negócio de aviação, eu não tenho ciência disto. Eu não estou sabendo deste contrato, desta situação de avião que você está me passando", declarou.

O ex-presidente do Boavista, João Loureiro, recorde-se, viajou no aparelho entre Jundiaí, no interior de São Paulo, e a capital do estado da Baía. O destino final da aeronave era o aeródromo de Tires, em Cascais, com escala em Cabo Verde.

Versões contraditórias
"A empresa está inativa faz algum tempo, vou entrar em contacto com o meu sócio para ver do que se trata. Não sei disto. Não estou trabalhando devido à pandemia. Estou em casa. No escritório eu praticamente estagiava, via os processos, era um escritório de advocacia", acrescentou Wagner Oliveira Ferreira.

João Loureiro confirma que a empresa que alugou o avião não foi quem o convidou para ir ao Brasil. No entanto, o advogado de Rowles Silva, um lobista brasileiro com quem Loureiro mantém relações de amizade e profissionais, garantiu ao CM que Loureiro teria ido ao Brasil a convite da Lopes & Ferreira Assessoria.

PJ investiga 
A Polícia Judiciária abriu uma investigação em Portugal, paralela à investigação brasileira, e já tem na sua posse os elementos recolhidos pelas autoridades daquele país. A investigação foi aberta com base no pressuposto de que os atos preparatórios do crime de tráfico de estupefacientes foram cometidos no nosso país - com a preparação do avião para poder transportar a cocaína - e já foi aberto o inquérito.

É no âmbito desse mesmo inquérito que foi apreendido o carro do cidadão espanhol que se encontrava estacionado no aeroporto de Tires, desde o dia em que o avião seguiu para o Brasil. 
A droga tinha sido dividida em embalagens com indicação de marcas desportivas famosas. Na lista de passageiros do jato estava João Loureiro, antigo presidente do Boavista Futebol Clube, que já foi ouvido pela Polícia Federal (PF) brasileira.

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