Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
4

Estudo revela que coronavírus já circulava em Itália em setembro de 2019

OMS não descarta a "possibilidade de que o vírus possa ter circulado silenciosamente num outro lugar" antes da China.
Correio da Manhã 16 de Novembro de 2020 às 19:27
Homem com máscara descansa num banco junto ao Coliseu de Roma, em Itália
Itália começa a aliviar algumas medidas de contenção
Homem com máscara descansa num banco junto ao Coliseu de Roma, em Itália
Itália começa a aliviar algumas medidas de contenção
Homem com máscara descansa num banco junto ao Coliseu de Roma, em Itália
Itália começa a aliviar algumas medidas de contenção

O novo coronavírus circulava já por Itália em setembro de 2019. Esta é a mais recente conclusão de um estudo do Instituto Nacional do Cancro (INT) da cidade italiana de Milão.

Citado pela Reuters, a descoberta mostra que o vírus pode ter saído da China muito antes do que se pensava. Apesar do surto, que terá começado em Wuhan, na China, no final de 2019, ser desconhecido até então para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o organismo não descarta a "possibilidade de que o vírus possa ter circulado silenciosamente num outro lugar".

A OMS informou esta segunda-feira que estava a analisar a situação.

Recorde-se que o primeiro paciente infetado com coronavírus em Itália foi detetado a 21 de fevereiro numa pequena cidade perto de Milão, na região norte da Lombardia.

As descobertas dos pesquisadores italianos, publicadas pela revista científica Tumori Journal do INT, mostram que 11,6% dos 959 voluntários saudáveis inscritos num teste de rastreio de cancro do pulmão entre setembro de 2019 e março de 2020 desenvolveram anticorpos contra o coronavírus, antes da confirmação do primeiro caso no país.

Um outro teste de anticorpos SARS-CoV-2 foi realizado pela Universidade de Siena para a mesma pesquisa intitulada "Detecção inesperada de anticorpos SARS-CoV-2 no período pré-pandémico em Itália".

O estudo mostrou que quatro casos ocorridos na primeira semana de outubro foram positivos para anticorpos, o que significa que foram infetados no mês anterior, revelou à Reuters Giovanni Apolone, coautor do estudo.

"Esta é a principal descoberta: as pessoas sem sintomas não só foram positivas após os testes sorológicos, mas também apresentaram anticorpos capazes de matar o vírus", afirmou Apolone. "Significa que o novo coronavírus pode circular entre a população por muito tempo e com baixo índice de letalidade, não porque esteja a desaparecer, mas apenas para surgir novamente", confessou.

Mais informação sobre a pandemia no site dedicado ao coronavírus - Mapa da situação em Portugal e no Mundo. - Saiba como colocar e retirar máscara e luvas - Aprenda a fazer a sua máscara em casa - Cuidados a ter quando recebe uma encomenda em casa. - Dúvidas sobre coronavírus respondidas por um médico Em caso de ter sintomas, ligue 808 24 24 24
Ver comentários