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Correio da Manhã

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ETA pede desculpa às vítimas do terrorismo

Grupo terrorista já tinha admitido danos mas nunca pedira perdão pelos atentados.
Francisco J. Gonçalves 21 de Abril de 2018 às 09:21
ETA
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ETA anunciou a 20 de outubro de 2011 o fim definitivo das suas ações violentas
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ETA anunciou a 20 de outubro de 2011 o fim definitivo das suas ações violentas
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ETA anunciou a 20 de outubro de 2011 o fim definitivo das suas ações violentas
O grupo terrorista basco ETA divulgou esta sexta-feira um comunicado a pedir perdão às vítimas dos atentados que perpetrou ao longo de 60 anos de luta armada em Espanha. Mas o texto está a causar polémica, pois o pedido de desculpas parece abranger apenas vítimas "que não tinham participação direta no conflito", deixando de fora polícias, militares, políticos, jornalistas e empresários assassinados.

"Temos consciência de que neste longo período de luta armada provocámos muita dor [...] Queremos mostrar respeito pelos mortos, os feridos e as vítimas das ações da ETA. Lamentamos muito." Mas o pedido de desculpas tem destinatário certo: "A nossa atuação prejudicou cidadãos sem responsabilidade alguma. A estas pessoas e às suas famílias pedimos perdão."

A ETA já antes tinha admitido os danos causados pelas suas ações, mas nunca tinha pedido desculpa. Em fevereiro de 2013, em tribunal, o líder militar do grupo terrorista, Garikoitz Aspiazu, ou ‘Txeroki’, pediu desculpa em seu nome "aos cidadãos alheios ao conflito".

Em 2016, também em tribunal, 35 membros do Batasuna admitiram os danos da luta armada para reduzir as penas de prisão.

PORMENORES 
Dissolução definitiva
O pedido de desculpas surge 15 dias antes do anúncio da dissolução definitiva da ETA, que será feito no dia 5 de maio.

Vítimas recusam perdão
Associações de vítimas rejeitaram as desculpas da ETA, considerando "imoral" que distinga entre "quem merecia um tiro na nuca e quem foi vítima casual".

Contrapartidas rejeitadas
O governo espanhol rejeita contrapartidas ao Partido Nacionalista Basco que levem à transferência de etarras presos para o País Basco a troco da aprovação do orçamento.
Espanha Batasuna Batasuna Garikoitz Aspiazu Txeroki País Basco política terrorismo
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