"Estou aqui hoje para dizer a verdade sobre o Sr. Trump". Foi assim que começou a torrente de declarações bombásticas perante o Congresso americano de Michael Cohen, ex-advogado de Donald Trump, sobre aquele que foi o seu mais importante cliente até maio de 2018.

Chamado a depor no comité da Casa dos Comuns, Cohen abordou o escândalo do suposto pagamento do presidente americano a uma estrela porno para que este silenciasse a relação que ambos terão mantido. O advogado revelou que a quantia entregue a Stormy Daniels foi paga por Donald Trump Jr., o filho mais velho de Donald Trump e mostrou um documento a atestar o pagamento.
























E mostrou, como prova, um cheque assinado por Donald Trump Jr. para si, dizendo que o valor serviu para o reembolsar dos 131 mil dólares (114 mil euros) que diz ter custado o silêncio de Daniels. E acrescenta que o próprio Donald pai lhe passou um cheque de 35 mil dólares para pagar despesas que tinham a ver com silenciamento de histórias que o podiam prejudicar.

Trump sabia dos mails da Wikileaks
Sobre outro caso que ensombra a presidência, o da revelação pela Wikileaks dos mails da campanha de Hillary Clinton, Cohen garantiu aos congressistas que Trump soube antecipadamente dos planos da organização de Assange para libertar a informação, depois de uma reunião do seu filho com agentes secretos russos durante a campanha eleitoral de 2016.

O jornal The Guardian , que teve acesso prévio à comunicação que Cohen está a fazer no Congresso, diz que o advogado se refere ao presidente americano como um "racista", "infiel" e "vigarista".