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Filho de Bolsonaro alvo de novas suspeitas

Justiça quer saber a origem de dinheiro utilizado em negócios imobiliários.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 10 de Agosto de 2020 às 01:30
Flávio Bolsonaro está na mira das autoridades brasileiras. As suspeitas de ilegalidades acumulam-se
Flávio Bolsonaro está na mira das autoridades brasileiras. As suspeitas de ilegalidades acumulam-se FOTO: EPA/Andre Sousa Borges
O Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro, que desde 2018 investiga o parlamentar por suspeita de corrupção, descobriu que o filho mais velho do Presidente Jair Bolsonaro, o hoje senador Flávio Bolsonaro, pagou parte da compra de salas comerciais em dinheiro vivo. Para os promotores, o facto reforça a suspeita de lavagem de dinheiro.

Flávio, então deputado regional no Rio, comprou, em 2008, 12 salas comerciais no elegante edifício Barra Prime Offices, e pagou parte da entrada com 14,4 mil euros em dinheiro. Apenas 43 dias depois de registar os imóveis, avaliados em 433 mil euros, quando tinha pago apenas 12% do valor total, Flávio revendeu as salas e o financiamento do restante da dívida, obtendo lucro de 53 mil euros.

Instado pelo MP a provar a origem do dinheiro, Flávio afirmou não ter registos pois o montante tinha sido fruto de empréstimos do pai, de um irmão e de um amigo. O negócio com as salas comerciais é muito similar a outras transações de Flávio sob suspeita, nas quais ele adquiriu apartamentos a baixo custo e revendeu com lucro significativo, no que o MP vê como forma de branqueamento de capitais. O MP investiga ainda Flávio Bolsonaro por suspeita de “rachadinha”, prática ilícita pela qual políticos contratam assessores com altos ordenados e os levam a devolver a maior parte para um ‘saco azul’. Acusado de ser o operador desse esquema, o ex-polícia Fabrício Queiroz, amigo de Jair Bolsonaro, foi preso em junho.
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