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Filho de Bolsonaro diz que ruptura institucional no Brasil é inevitável e forças armadas terão de intervir

Eduardo acusa o Congresso e, principalmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) de levarem o país a essa situação extrema.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 30 de Maio de 2020 às 14:39
Deputado brasileiro Eduardo Bolsonaro
Deputado brasileiro Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro
Deputado brasileiro Eduardo Bolsonaro
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Eduardo Bolsonaro
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Deputado brasileiro Eduardo Bolsonaro
Deputado brasileiro Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro

A rutura institucional entre os poderes executivo, legislativo e judiciário no Brasil já não é apenas uma possibilidade, é inevitável, e as Forças Armadas vão ter de intervir e retomar a condução do país. A assustadora previsão foi feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro,  que acusa o Congresso e, principalmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) de levarem o país a essa situação extrema, ao limitarem ou anularem sistematicamente decretos do pai considerados ilegais ou abusivos por esses dois órgãos.

“Não é mais uma questão de se mas sim de quando vai acontecer essa rutura institucional. E não se enganem, as pessoas já discutem isso. Porque a gente estuda história, a gente sabe que ela se repete. A ditadura na Venezuela não chegou de uma hora para a outra", declarou o filho de Jair Bolsonaro, dando como certo que o que classifica como ações ilegais do Congresso e do Supremo Tribunal contra o governo do pai vão levar o Brasil a uma nova ditadura militar.

O deputado de extrema-direita fez as afirmações numa live (transmissão ao vivo pela internet), ao lado de aliados, como a deputada Bia Kicis e o astrólogo (que se autointitula filósofo) Olavo de Carvalho, o ideólogo ultra-radical que influencia fortemente o presidente Bolsonaro, a ponto de conseguir nomear e destituir ministros.

Na live, Eduardo Bolsonaro comparou o momento político e social no Brasil ao vivido em 1964, quando as Forças Armadas tomaram o poder e iniciaram uma sangrenta ditadura militar que governou o país com mão de ferro até 1985, segundo o filho de Jair Bolsonaro para responder ao clamor popular.

“O poder moderador para restabelecer a harmonia entre os poderes não é o Supremo Tribunal, são as Forças Armadas. Elas vêm, põem um pano quente, zeram o jogo, e depois volta o jogo democrático. É simplesmente isso", declarou o filho de Jair Bolsonaro, para quem os dois juízes do Supremo Tribunal que comandam ações que podem atingir o clã Bolsonaro, o juiz Celso de Melo e o juiz Alexandre de Moraes, agem com clara intenção política de desestabilizar o governo do pai e deveriam, eles sim, ser processados e punidos.

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