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"Fiquei só com um coto": Jovem perde o pénis e um testículo em despiste

Homem de 29 anos estava alcoolizado ao volante. Foi projetado e ficou esmagado debaixo da viatura.
Correio da Manhã 12 de Outubro de 2021 às 14:38
Jovem perde o pénis e um testículo em despiste
Jovem perde o pénis e um testículo em despiste FOTO: Direitos Reservados

Um jovem de 29 anos teve que amputar o pénis e um testículo após estes terem ficado com lesões muito graves, ocorridas num despiste. Paul Berry, que vivia na altura em St. Louis, no estado norte-americano do Missouri, tinha estado a beber com um amigo e seguia de carro para ir ver a namorada quando se deu a tragédia.

Perdeu o controlo do carro e foi violentamente cuspido pelo vidro traseiro. O carro capotou várias vezes, antes de aterrar precisamente em cima de Paul, esmagando-o. O jovem sofreu fraturas no pescoço, maxilar, nariz, pélvis e ficou com danos cerebrais. Esteve cinco dias em coma.

Quando acordou, ficou a saber que os seus genitais tinham sofrido lesões graves e irreversíveis, pelo que os médicos não tiveram opção senão amputá-los.

"Tiveram que cortar o meu pénis. Fiquei só com um coto. É como se tivessem cortado uma árvore e ficou só o cepo. É irónico, porque até ao acidente eu não me sentia verdadeiramente um homem. Quero agora contar a carga emocional que isto teve em mim", explica ao Daily Star o jovem, que sofreu o trágico acidente em maio de 2014 e só agora quebrou o silêncio.

Os sonhos de constituir família, ter filhos, ficaram destruídos. A irmã de Paul levou-lhe logo a cadela Resse, que se revelou essencial na recuperação do norte-americano. "Percebi que as coisas pelas quais daríamos a vida, são as mesmas pelas quais vale a pena viver. A minha namorada, a minha cadela, a minha família, as minhas sobrinhas e sobrinhos. Mas a Resse ajudou-me mais do que possam imaginar. É ela que me da força para acordar todos os dias", revela Paul.

Paul chegou a ponderar fazer um transplante de pénis, mas depressa a ideia ficou para trás, devido ao elevado custo da operação. Agora, está confiante na sua recuperação e diz-se feliz.

"Já não tenho vergonha. A minha vida ficou mais difícil, mas tornou-me mais confiante em mim mesmo. Percebo agora que [o pénis] não é a coisa mais importante do mundo e não é o que me torna mais ou menos homem. Aliás, disso sempre que me sinto mais homem agora", termina.

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