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FMI elogia reformas na Guiné Equatorial mas quer mais proteção social

"Fortalecimento da moldura de gestão das finanças públicas para garantir disciplina orçamental", é uma das medidas recomendadas.
Por Lusa|11.07.18
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou esta quarta-feira que a Guiné Equatorial está a fazer progressos no programa de reformas estruturais no país, alertando para a necessidade de proteger os mais pobres dos efeitos do ajustamento económico.

"Apesar das substanciais dificuldades económicas, as autoridades fizeram progressos na implementação do seu programa de reformas, e estão a contribuir para a estratégia de ajustamento regional", segundo a primeira avaliação ao programa monitorizado pela equipa do FMI [Staff-Monitored Program, no original em inglês].

No texto, assinado pelo chefe de missão do FMI no país, Lisandro Ábrego, no final de uma visita a Malabo entre 02 e 11 de julho, lê-se que "a missão e as autoridades concordaram que a forte implementação continuada da estratégia governamental de reformas é essencial para ajudar a estabilizar as finanças públicas, conter a subida da dívida pública e lançar as bases de um crescimento sustentável e inclusivo no contexto de uma economia diversificada".

Neste âmbito, o FMI disse que "é importante proteger os pobres e os mais vulneráveis de quaisquer efeitos adversos do ajustamento económico e, de uma forma geral, fortalecer a proteção social".

As perspetivas económicas de curto prazo, nota o FMI, "são difíceis", apesar de o setor não petrolífero ter "começado a mostrar sinais de recuperação, apresentando um modesto crescimento no ano passado".

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