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França quer contornar sanções dos EUA contra investimento na Rússia

País é o maior empregador estrangeiro na Rússia e tem apoiado o envolvimento de empresas.
Lusa 10 de Dezembro de 2019 às 14:03
Bandeira francesa
Bandeira francesa FOTO: Getty Images
O Governo francês anunciou esta terça-feira que vai propor soluções para contornar sanções dos Estados Unidos que impedem o investimento francês na Rússia, para cumprir um plano de aproximação económica entre os dois países.

Durante uma visita a Moscovo, o ministro da Economia francês, Bruno Le Maire, condenou hoje as sanções extraterritoriais dos EUA que impedem os bancos franceses com interesses nos Estados Unidos de financiarem projetos na Rússia.

"Dentro de seis meses encontraremos soluções aceitáveis, soluções inovadoras (...) e de acordo com o direito internacional", disse o ministro francês, no final de uma reunião com o seu homólogo russo, Maxime Orechkin, referindo-se a medidas de contorno às sanções dos Estados Unidos.

A declaração surge uma semana depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado a imposição de tarifas sobre o vinho e o queijo importados de França, como retaliação pelas taxas que o Governo francês quer aplicar a grandes empresas tecnológicas, que englobam algumas marcas norte-americanas, como a Google e a Microsoft.

Le Maire prometeu desenvolver o plano de aproximação económica com a Rússia, desenhado pelo Presidente Emmanuel Macron, e assegurou que aproveitará o Fórum Económico de Davos, em janeiro, para fazer um balanço dos progressos alcançados, antes de regressar a Moscovo, para nova visita, dentro de seis meses.

"O Presidente Macron fez a escolha estratégica da Rússia. Queremos que isso seja traduzido economicamente", acrescentou o ministro da Economia francês.

Sem especificar a natureza das soluções mencionadas, Le Maire exclui a possibilidade de uso de mecanismos de troca financeira, como o Instex, desenhado pelos europeus para contornar as sanções impostas pelos EUA ao Irão.

A França é o maior empregador estrangeiro na Rússia e tem apoiado o envolvimento de empresas como o grupo petrolífero Total em perfurações no Ártico russo, cujos investimentos, com apoio de bancos franceses, podem ficar em risco devido às sanções extraterritoriais dos EUA.

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