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Correio da Manhã

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Fritzl autorizado a construir vivendas

Josef Fritzl, o austríaco que encarcerou numa cave e violou a sua filha durante 24 anos, acabou de receber permissão das autoridades austríacas para construir 13 vivendas e um edifício de escritórios com garagem.

7 de Novembro de 2010 às 13:12
Fritzl foi condenado a prisão perpétua
Fritzl foi condenado a prisão perpétua FOTO: d.r.

O ‘monstro de Amstetten’, como ficou conhecido, apresentou em 2006 um pedido de demolição e construção de um projecto imobiliário para uma propriedade na rua Waidhofner, apenas a quinhentos metros do local onde manteve a filha Elizabeth em cativeiro.

Após ter sido condenado a prisão perpétua, em Março de 2009, Fritzl passou a ser representado no processo por um advogado, que, a 4 de Novembro, recebeu a luz verde para o projecto. Walter Anzböck já comunicou ao seu cliente, detido numa prisão de alta segurança, a decisão das autoridades austríacas.

"Não tínhamos mais nenhuma opção para adiar a resposta" disse o presidente  da câmara local, Herbert Katzengruber, adiantando que "mais atrasos poderiam  levar a autarquia a ser multada".  

Os moradores de Amstetten, onde ocorreram os factos, receberam a notícia com desgosto e indignação. Não se sabe ainda se Fritzl poderá dirigir o projecto a partir da cadeia e quem o financiaria.  

O cativeiro imposto a Elizabeth ao longo de 24 anos foi descoberto em Abril de 2008, após uma consulta médica. As autoridades austríacas ficaram a saber que Fritzl mantinha sequestrada a sua filha, na altura com 42 anos, e três dos seis filhos, que resultaram da relação incestuosa.

Após alguns meses de julgamento, o 'monstro de Amstetten' foi condenado a prisão perpétua pelos crimes de homicídio por omissão de auxílio, escravidão, violação, incesto e cárcere privado. Cumpre agora pena numa prisão de alta segurança, sendo sempre vigiado por dois guardas, para impedir os ataques de outros detidos.

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