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Funcionária detida por estar envolvida na morte de homem em supermercado no Brasil

João Alberto Freitas, de 40 anos, foi brutalmente espancado por dois seguranças, em Porto Alegre.
Correio da Manhã 25 de Novembro de 2020 às 11:40
Homem espancado até à morte por dupla de seguranças em supermercado no Brasil
Homem espancado até à morte por dupla de seguranças em supermercado no Brasil FOTO: CMTV

A Polícia brasileira deteve uma funcionária do supermercado Carrefour que também estará envolvida na morte de João Alberto Freitas, o homem negro, de 40 anos, que foi espancado até à morte por uma dupla de seguranças daquela cadeia de supermercados, na semana passada.

O motivo é o facto de Adriana Alves Dutra ser agente de fiscalização da cadeia do Carrefour onde as agressões ocorreram, em Porto Alegre, surgindo nas imagens de vídeovigilância divulgadas por cidadãos que presenciaram o espancamento de João Freitas. Pelo seu cargo, e pelo dever e poder de comandar os dois seguranças, as autoridades consideram que Adriana devia ter ajudado a evitar tal episódio.

Uma das testemunhas oculares do crime diz mesmo ter sido ameaçada pela agente de fiscalização do Carrefour, por estar a filmar as agressões.

Recorde-se que o brutal crime, cujas imagens circulam nas redes sociais e abriram todos os telejornais matinais de sexta-feira, aconteceu quinta à noite, dia 19, véspera da comemoração em todo o Brasil do Dia da Consciência Negra. A vítima foi ao supermercado, que fica perto da sua casa, na zona norte de Porto Alegre, fazer compras com a mulher, que assistiu horrorizada a tudo, mas ao chegar ao caixa discutiu com a funcionária por motivos ainda não esclarecidos. A funcionária chamou a segurança, e João Alberto foi levado para fora da área de compras do Carrefour. 

No estacionamento do supermercado, os dois seguranças, um deles também polícia, que estava de folga, asfixiaram o cliente com uma "gravata", e, com João Alberto já completamente dominado, desferiram-lhe uma serie de golpes violentos, nomeadamente murros e pontapés.

João Alberto gritou desesperadamente por ajuda, mas nem a mulher, que implorava aos agressores para pararem o espancamento, nem outros clientes do supermercado conseguiram evitar que o pior acontecesse. 

Em comunicado, o Carrefour repudiou o crime e informou que demitiu os agressores e igualmente o gerente da loja, que não impediu o espancamento.
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