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Correio da Manhã

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Governadores de 14 estados brasileiros pedem anulação do decreto de Bolsonaro sobre armas

Presidente do Brasil assinou o decreto ignorando sondagens em que a maioria da população se manifestou contra a flexibilização das armas no país.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 21 de Maio de 2019 às 18:38
Jair Bolsonaro, presidente do Brasil
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro, presidente do Brasil
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro, presidente do Brasil
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil

Governadores de 14 dos 27 estados do Brasil divulgaram esta terça-feira uma carta aberta contra o polémico decreto do presidente Jair Bolsonaro pelo qual milhões de brasileiros poderão comprar e usar armas de fogo, inclusive rifles até agora de uso restrito das Forças Armadas.

Na carta aberta, os governadores afirmam que o decreto, publicado no passado dia 7, vai aumentar enormemente o poder de fogo da criminalidade e transformar em tragédias fatais brigas entre pessoas.

"As medidas previstas no decreto não contribuirão para tornar os nossos estados mais seguros. Ao contrário, tais medidas terão um impacto negativo na violência, aumentando, por exemplo, o número de armas e munições que poderão abastecer criminosos, e aumentarão o risco de que brigas entre nossos cidadãos terminem em tragédia."-Lê-se num trecho do documento. Por isso, os governadores que assinam a carta aberta ao país pedem ao executivo, ao Congresso e ao poder judiciário que tomem medidas urgentes para revogar imediatamente o decreto.

Adepto de armas, Bolsonaro assinou o decreto ignorando sondagens em que a maioria da população se manifestou contra a flexibilização das armas no país, e cometeu exageros absolutamente inimagináveis.

Como aumentar de 50 para 5000 o número de balas que cada pessoa pode comprar por ano, permitir a cada cidadão comprar até quatro armas, e autorizar civis a adquirirem livremente calibres até agora restritos a forças policiais, como as pistolas .40, .45 e 9mm, ou rifles militares de assalto antes só permitidos ao Exército, como o T4, fabricado no Brasil.

Pelo decreto, os interessados em possuir uma arma de fogo também ficaram desobrigados de provar perícia e a necessidade do armamento, bastando fazer uma declaração de capacidade e necessidade, que o governo aceitará como verdadeira.

Mesmo sem todas essas facilidades, o Brasil tem por ano quase 60 mil homicídios intencionais, o que levou a Amnistia Internacional a alertar também esta terça-feira que mais armas nas mãos de civis significam mais mortes de inocentes e a pedir igualmente a anulação do decreto.
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