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Correio da Manhã

Mundo

Governo de Mariano Rajoy à beira do fim

Nacionalistas bascos e separatistas catalães dão maioria a moção de censura socialista.
Francisco J. Gonçalves 1 de Junho de 2018 às 01:30
Rajoy recebeu o aplauso da bancada do PP na sessão de debate da moção de censura que hoje deverá derrubá-lo
Mariano Rajoy
Mariano Rajoy
Mariano Rajoy
Rajoy recebeu o aplauso da bancada do PP na sessão de debate da moção de censura que hoje deverá derrubá-lo
Mariano Rajoy
Mariano Rajoy
Mariano Rajoy
Rajoy recebeu o aplauso da bancada do PP na sessão de debate da moção de censura que hoje deverá derrubá-lo
Mariano Rajoy
Mariano Rajoy
Mariano Rajoy
O governo do primeiro-ministro Mariano Rajoy está à beira de cair. O Partido Nacionalista Basco (PNV), e os partidos separatistas catalães com assento parlamentar, manifestaram-se ontem favoráveis à moção de censura do Partido Socialista espanhol (PSOE), garantindo a maioria de 176 deputados necessária para derrubar o executivo do Partido Popular (PP).

Declararam apoio à moção do PSOE o Unidos Podemos, o Compromís, o PNV e os partidos separatistas catalães ERC e PDeCAT. Apesar de até ao momento da votação de hoje poder haver surpresas, o PNV terá sido conquistado pela promessa de manter o orçamento já aprovado pelo PP, que contém grandes benefícios para o País Basco.

Quanto aos catalães, foram convencidos pela promessa do líder socialista, Pedro Sánchez, de abrir negociações sobre a independência da Catalunha.

Este facto mereceu críticas, tanto de Rajoy, que acusa Sánchez de querer governar a qualquer preço, como de Albert Rivera. O líder do Cidadãos frisou que apoia o fim do governo do PP, "liquidado" pelas malhas de corrupção desvendadas no caso Gürtel.

Mas Rivera nega apoio a Sánchez porque este aceita governar "com os que querem dividir a Espanha".

PORMENORES 
Iglesias desafia Sánchez
O líder do Podemos, Pablo Iglesias, confirmou o apoio a Sánchez mas criticou-o por não ter usado o seu discurso no debate de ontem da moção de censura para apresentar "um programa de governo" e para mostrar que é mais do que "um mal menor".

Demissão recusada
O PP anunciou que Mariano Rajoy não se demitirá antes da votação da moção de censura. Essa possibilidade foi avançada logo que a moção ganhou apoios, pois uma demissão forçaria um novo processo de investidura no Parlamento de que poderia resultar um novo governo do PP.
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