Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
1

Governo moçambicano promete "combate enérgico" aos raptos no país

Ministra da Justiça qualificou este tipo de crimes como "horrendos".
Lusa 18 de Novembro de 2020 às 15:03
Polícia de Moçambique
Polícia de Moçambique FOTO: Getty Images
A ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos de Moçambique, Helena Kida, prometeu esta quarta-feira um "combate enérgico" aos raptos no país, qualificando este tipo de crimes como "horrendos".

"A Polícia da República de Moçambique, em coordenação com outras instituições relevantes e a sociedade civil, está a fazer e tudo fará para um combate enérgico aos raptos", declarou Helena Kida.

A governante falava na Assembleia da República, durante a sessão de perguntas e respostas com os deputados no parlamento.

Kida avançou que as autoridades estão a "seguir" 13 casos de rapto registados de janeiro a outubro deste ano e detiveram quatro pessoas, incluindo algumas que alegadamente confessaram o seu envolvimento naquele tipo de delitos.

Números até agora avançados pelas autoridades indicavam a ocorrência de 11 raptos este ano no país, menos dois que os apontados esta quarta-feira pela ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos.

Helena Kida classificou os raptos como "hediondos e horrendos", porque provocam insegurança e pânico, sobretudo na classe empresarial, que tem sido visada pelos agentes deste tipo de crimes.

Para conter este tipo de delitos, prosseguiu, o Governo está a apostar no reforço da capacidade da polícia, dotando a corporação de meios mais modernos no combate aos raptos.

A resposta das autoridades inclui igualmente o incremento da ação das forças da lei e ordem nas zonas mais propensas aos raptos e nos locais que podem ser usados como abrigo, o desdobramento de unidades móveis da polícia para áreas sem postos policiais e o incremento de meios de combate.

No domingo, um empresário ligado a um grupo comercial da cidade da Beira, capital da província de Sofala, centro de Moçambique, foi raptado no centro de Maputo, menos de uma semana após o rapto de uma cidadã portuguesa, filha dos donos de um restaurante na cidade da Matola, província de Maputo.

Em outubro, um grupo de empresários na cidade da Beira, província de Sofala, centro de Moçambique, paralisou, por três dias, as suas atividades em protesto contra a onda de raptos no país.

A CTA - Confederação das Associações Económicas de Moçambique, maior agremiação patronal do país, também já exigiu por diversas ocasiões um combate severo a este tipo de crime e até o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, já pediu mais medidas.

Ver comentários