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Governo russo usa operadoras telefónicas para controlar confinamento devido ao coronavírus

Mikhail Michoustine ordenou aos ministérios do Interior e das Comunicações para verificar o cumprimento das regras.
Lusa 31 de Março de 2020 às 15:09
Torre de transmissão de alta tensão
Torre de transmissão de alta tensão FOTO: Getty Images
O Governo russo ordenou o uso de dados das operadoras de telemóveis para monitorizar o cumprimento das medidas de confinamento no país, em especial em Moscovo, principal foco da pandemia de covid-19.

O primeiro-ministro russo, Mikhail Michoustine, ordenou aos ministérios do Interior e das Comunicações para verificar o cumprimento das regras de confinamento, "com recurso aos operadores de telefones móveis".

Em Moscovo, onde a quarentena foi imposta a toda a população desde segunda-feira, o presidente da Câmara, Serguei Sobianine, ordenou que fosse feito o mesmo aos 12 milhões de habitantes registados oficialmente.

Sobianine já tinha indicado que queria garantir o "controlo absoluto" sobre a ordem de quarentena usando as novas tecnologias, em particular a sua alargada rede de câmaras de vigilância com reconhecimento facial.

O grupo Yandex, líder russo em tecnologia digital, com o seu mecanismo de busca e aplicações de geolocalização, criou um "mapa de auto-isolamento" das principais cidades russas, que permite vigiar a circulação dos habitantes.

Ao mesmo tempo, os deputados russos aprovaram hoje leis que impõem severas punições a quem viole o confinamento, variando entre multas de 500.000 rublos (cerca de 6.000 euros) e penas de sete anos de prisão, dependendo da gravidade da situação.

Ainda antes da crise sanitária, várias organizações não-governamentais tinham expressado preocupação com o facto de o Governo russo estar a investir em novas tecnologias para exercer maior controlo sobre a população.

Na Rússia foram detetados mais de 2.000 casos de infeção com o novo coronovaírus e 17 mortes.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 791 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 38 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 163 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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