Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo

GUERRA AO CRIME NO RIO DE JANEIRO

O governadora do Estado do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus, reúne-se esta segunda-feira com os ministros da Defesa, da Justiça e da Articulação Política, para ultimar os planos de uma operação contra o crime organizado no Rio, que envolve a intervenção de tropas federais, já autorizada pelo presidente Luiz Inácio ‘Lula’ da Silva.
10 de Maio de 2004 às 10:05
O governo estadual do Rio apresentou ao governo federal brasileiro seis propostas concretas, para acções de segurança com a participação de tropas federais. As propostas foram entregues no passado dia 28 de Abril. O presidente ‘Lula’ da Silva autorizou a utilização de tropas federais e, no passado dia 4, o ministro da Defesa, José Viegas, declarou que estas estão prontas a entrar em acção a partir, precisamente, desta segunda-feira.
A reunião entre Rosinha e os três ministros federais, incluindo ainda dois ministros estaduais (Segurança e Administração Penitenciária), destina-se a definir ao pormenor o plano de actuação conjunta da Polícia e do Exército nesta nova operação de combate ao crime organizado no Rio.
O chefe do Centro de Comunicação Social do Exército, general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, já disse que os militares não participarão nas chamadas operações ofensivas – o popular ‘subir ao morro’. Segundo o general, a acção militar no Rio, apesar de apoiada até por tanques de combate, deve concentrar-se em acções de inteligência, apoio à Polícia, cerco e eventual ocupação e limpeza das favelas após operações ofensivas.
Tropas federais foram destacadas para operações de segurança no Rio de Janeiro pela última vez no Carnaval do ano passado. Essa intervenção teve por missão libertar polícias militares do patrulhamento de ruas para operações contra os criminosos. Desta vez, os militares deverão ter uma acção mais directa (leia-se, mais próxima dos criminosos), ocupando áreas após ai serem registados conflitos. Os pormenores só serão divulgados após as reuniões desta segunda-feira. Mas, para já, sabe-se que as tropas federais serão utilizadas no Rio até que esteja operacional o futuro Batalhão de Ocupação Permanente da Polícia Militar, uma nova unidade que actuará de forma preventiva nos locais mais violentos do Rio.
Ver comentários