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Guiné-Bissau e Cabo Verde nunca deixarão de ser países lusófonos, diz presidente guineense

Chefe de Estado guineense disse tratar com todos os PALOP "como irmãos, mas sempre com o respeito, sem olhar pelas cores partidárias".
Lusa 20 de Janeiro de 2021 às 16:51
Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló
Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló FOTO: Reuters
O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, defendeu esta quarta-feira que a Guiné-Bissau e Cabo Verde nunca vão ser países francófonos e anglófonos, sempre serão lusófonos, durante uma homenagem aos heróis que lutaram pela independência dos dois Estados.

Embaló e o Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, que se encontra em visita oficial à Guiné-Bissau, depositaram coroas de flores nas campas dos heróis e prestaram uma demorada homenagem silenciosa perante o mausoléu de Amílcar Cabral, 'pai' da independência dos dois países.

Em declarações aos jornalistas, Umaro Sissoco Embaló destacou as boas relações entre os dois países e salientou o entendimento entre os dois presidentes em exercício neste momento.

"A nossa união faz muita força porque eu nunca serei um país francófono ou anglófono, serei sempre lusófono e Cabo Verde também", declarou o Presidente guineense, ao enumerar ganhos já alcançados na arena internacional, fruto do entendimento entre os dois líderes.

Umaro Sissoco Embaló apontou o facto de a Guiné-Bissau e Cabo Verde serem únicos países lusófonos na Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) para destacar que pela primeira vez um dos dois vai presidir à cimeira de líderes e governos daquela organização.

O Presidente guineense lamentou, no entanto, que este seja o último ano de mandato de Jorge Carlos Fonseca enquanto Presidente de Cabo Verde.

"Fico com muita pena que este seja o último mandato do meu homólogo hoje, mas gostaria de tê-lo como homólogo por mais vezes, mas como nós não estamos naquela dinâmica de terceiros e quartos mandatos, infelizmente, mas vamos manter para sempre aquela relação profícua entre a Guiné-Bissau e Cabo Verde", disse Sissoco Embaló.

O chefe de Estado guineense disse tratar com todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), "como irmãos, mas sempre com o respeito, sem olhar pelas cores partidárias".

Num ambiente de visível cordialidade com Umaro Sissoco Embaló, Jorge Carlos Fonseca visitou demoradamente o museu dos combatentes pela liberdade da pátria, onde recebeu do chefe das Forças Armadas guineenses, general Biague Na Ntan, detalhes sobre as peças que aí se encontram.

Os dois presidentes ainda ouviram do general Biaguê informações sobre uma velha viatura que era utilizada por Amílcar Cabral, na Guiné-Conacri, durante a luta armada pela independência da Guiné e Cabo Verde.

Antes de abandonar o Quartel General das Forças Armadas guineenses, Jorge Carlos Fonseca ainda assinou o livro de honra.

Na companhia de Sissoco Embaló, o Presidente de Cabo Verde vai visitar esta quarta-feira a ilha de Bubaque, no arquipélago dos Bijagós, antes de regressar ao seu país, na quinta-feira à tarde.

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