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Há cinco vacinas para combater o coronavírus a ser testadas em humanos

China está a testar vacinas experimentais, devendo subir em breve o número de vacinas, num "contrarrelógio global" entre laboratórios.
Lusa 15 de Maio de 2020 às 18:57
Coronavírus
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A China está a testar cinco vacinas experimentais covid-19 em pessoas, devendo subir em breve o número de vacinas, num "contrarrelógio global" entre laboratórios, disse hoje o vice-ministro da Saúde chinês.

Conforme adianta a agência AFP, o Governo chinês está a incentivar institutos públicos e empresas privadas a acelerar as suas pesquisas contra o covid-19, não só para proteger os seus cidadãos, mas também para responder a críticos ocidentais que suspeitam das causas e da origem fortuita da pandemia.

"No geral, o progresso está bem encaminhado", devido à boa cooperação entre serviços de saúde, hospitais e institutos de pesquisa, disse Zeng Yixin, vice-ministro da Saúde chinês.

Numa conferência em Pequim, Zeng revelou que "um total de 2.575 voluntários foram vacinados nos vários projetos" e "nenhum efeito adverso importante foi relatado".

O responsável chinês não avançou uma data para a comercialização de uma possível vacina, mas disse acreditar que a segunda fase de todos os ensaios clínicos, atualmente em andamento, será concluída em julho, sendo este o segundo de três estágios dos testes em humanos para validar a sua distribuição e comercialização.

Segundo informações oficiais, a Academia Militar de Ciências Médicas do Exército Chinês, em colaboração com a empresa CanSino BIO, está a trabalhar numa vacina que usa um adenovírus - um vetor do vírus para introduzir o patógeno no corpo.

Os outros quatro projetos envolvem vacinas mais convencionais, que contêm uma versão inativada de um patógeno (neste caso, o novo coronavírus Sars-Cov2) administrado para desencadear uma resposta imune no paciente.

Dois dos projetos são liderados pelo gigante chinês no setor, o China National Biotec Group (CNBG): um em colaboração com o Centro Chinês de Controlo e Prevenção de Doenças, o outro com o Instituto Wuhan de Virologia - a cidade do centro da China onde o coronavírus foi detetado pela primeira vez e provocou mortes em cadeia.

A empresa farmacêutica Sinovac, com sede em Pequim, está a testar a sua própria vacina. O nome da entidade que conduzia o quinto ensaio clínico não foi para já divulgado.

Segundo Zeng, as autoridades de saúde poderão dar "luz verde" em junho para a realização de novos testes de vacinas em seres humanos.

O setor de vacinas na China está contudo afetado por uma crise de confiança após vários escândalos. Um deles ocorreu com a descoberta, em 2018, numa empresa da província de Jilin (nordeste) de um processo ilegal de fabricação de uma vacina contra a raiva.

Também em 2017, um ex-alto funcionário da agência chinesa de drogas foi condenado a 10 anos de prisão por aceitar subornos de fabricantes de vacinas.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 302 mil mortos e infetou mais de 4,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,5 milhões de doentes foram considerados curados.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 302 mil mortos e infetou mais de 4,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,5 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.190 pessoas das 28.583 confirmadas como infetadas, e há 3.328 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou agora a ser o que tem mais casos confirmados (1,9 milhões contra 1,8 milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 116 mil contra mais de 163 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num "grande confinamento" que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

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