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Correio da Manhã

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Hackers manipulam resultado de eleições presidenciais na Guiné-Bissau

‘Piratas’ denunciaram o esquema por falta de pagamento.
Maria Vaz e Ricardo Ramos 31 de Janeiro de 2020 às 01:30
Umaro Sissoco Embaló
Umaro Embaló
Umaro Sissoco Embaló
Umaro Embaló
Umaro Sissoco Embaló
Umaro Embaló

Um grupo de piratas informáticos que operava a partir de Portugal manipulou o resultado da segunda volta das presidenciais da Guiné-Bissau, a 29 de dezembro. Os hackers entraram nos computadores da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e falsificaram o resultado final, dando a vitória ao candidato do MADEM-G15, Umaro Sissoco Embaló, avança a revista ‘Sábado’.

O contrato foi acordado no final de outubro, no Barreiro, entre uma pessoa identificada como C. Baldé e conotada com a candidatura de Embaló e um grupo de três hackers de diferentes nacionalidades. O preço ficou acordado em 75 mil euros, com um pagamento antecipado de 25 mil euros.

Numa primeira fase, os ‘piratas’ acederam ao sistema da CNE apenas para obter informações. Para o efeito, introduziram um vírus numa ‘pen’, que foi colocada nos computadores da CNE, dando acesso ao sistema. Após saírem os resultados da primeira volta, dando a vitória ao candidato do PAIGC, Domingos Simões Pereira, o contrato tremeu.

Para obter o resto do pagamento, os hackers teriam de fazer ganhar Embaló na segunda volta. Foram então manipulados 100 mil votos, através da alteração em tempo real da contagem eleitoral, garantindo a vitória de Embaló, mas mesmo assim o pagamento não foi realizado, o que levou os hackers a denunciar todo o esquema.

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