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Hitler tinha "tendências homossexuais" e viveu em albergue gay

Relatório elaborado pelos serviços de inteligência dos EUA vasculharam a fundo a vida íntima do ditador alemão.
Catarina Figueiredo 9 de Outubro de 2018 às 19:24
Adolf Hitler
Hitler
Adolf Hitler, escola
Adolf Hitler tinha apenas um testículo
Adolf Hitler
Hitler
Adolf Hitler, escola
Adolf Hitler tinha apenas um testículo
Adolf Hitler
Hitler
Adolf Hitler, escola
Adolf Hitler tinha apenas um testículo
A sexualidade de Adolf Hitler, um dos maiores ditadores europeus do século XX, tem sido alvo de discussão entre vários historiadores e académicos ao longo dos anos. Agora, documentos produzidos pela Agência de Inteligência dos EUA (CIA) durante o período da Segunda Guerra Mundial e divulgados pela imprensa norte-americana, revelam que o líder nazi tinha "tendências homossexuais" e que passou vários anos da sua vida num albergue gay na Áustria.

O relatório de 70 páginas, que data de 1943, foi compilado e enviado para o então presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt. No documento, pode ler-se que Adolf Hitler era tanto "homossexual como heterossexual" e que teve uma atração sexual pelo seu vice, o Delegado de Führer Rudolf Hess - também ele testemunhado como sendo 'gay' e com tendências para o travestismo.

Os anos em que Adolf Hitler passou em Viena, como jovem pintor, são também escrutinados a fundo. Desde sempre que se soube que o fascista alemão terá vivido num albergue masculino na capital da Áustria entre os anos de 1910 e 1913. Nesta altura, o futuro líder do movimento nazi estava desempregado e tentava fazer dinheiro com a arte, só se mudando para a Alemanha quando recebeu a herança do pai.

No entanto, os arquivos do Escritório de Serviços Estratégicos, antecessor da atual CIA, afirmam que este albergue tinha "reputação de ser um lugar onde homens mais velhos iam em busca de jovens para prazeres homossexuais".

Todas estas informações terão sido cedidas por Ernst Sedgwick Hanfstaengl, um alemão com descendências americanas, que foi um grande amigo e confidente do ditador durante as décadas de 20 e 30, antes do conflito mundial eclodir. Quando Hitler ascendeu ao poder, o homem acabou por ter de fugir para a Grã-Bretanha e mais tarde para os EUA, onde começou a colaborar com o governo para dar informações sobre os altos escalões do regime alemão.

Henry Field, um antropólogo norte-americano, foi o maior responsável pela elaboração deste documento. O resultado foi uma espécie de perfil biográfico do ditador, que aborda vários temas que vão desde a sua infância, à educação, ao tipo de alimentação, músicas favoritas e "técnicas de discurso".

O capítulo que aborda a sexualidade de um dos líderes da história mundial mais odiado de todos os tempos termina com a seguinte constatação: "A vida sexual de Hitler era dupla, tal como a sua perspetiva política. Ele tanto é homossexual como heterossexual; tanto é socialista como é nacionalista; tanto é homem como é mulher", escreveu Henry Field.
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