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Correio da Manhã

Mundo

Homem morto a tiro durante confrontos em Portland, nos EUA

Distúrbios entre manifestantes antirracismo e apoiantes de Donald Trump.
Maria Vaz 31 de Agosto de 2020 às 08:39
Distúrbios entre manifestantes geraram violência no centro de Portland. As autoridades policiais foram obrigadas a fazer várias detenções
Distúrbios entre manifestantes geraram violência no centro de Portland. As autoridades policiais foram obrigadas a fazer várias detenções FOTO: Anadolu Agency/ Getty Images
Um homem morreu baleado durante confrontos ocorridos entre manifestantes antirracismo e apoiantes do presidente Donald Trump em Portland, estado do Oregon, nos Estados Unidos. O incidente ocorreu depois de uma caravana com cerca de 600 veículos, que transportavam apoiantes do presidente, ter entrado em confronto com os manifestantes que protestavam contra o racismo e a violência policial no centro da cidade.

A polícia de Portland informou que o caso ocorreu na noite de sábado, madrugada de domingo em Portugal, confirmando que quando chegou ao local o homem, baleado no peito, já estava morto, sendo que um indivíduo que estava com a vítima foi detido. As autoridades não divulgaram a identidade da vítima. O porta-voz da polícia de Portland informou, entretanto, em comunicado, que foi aberta uma investigação ao homicídio.

Antes do tiroteio, as autoridades já tinham relatado “alguns casos de violência” entre “manifestantes e contramanifestantes”, afirmando que foram feitas algumas detenções. Um vídeo partilhado nas redes sociais mostrou algumas pessoas a disparar gás pimenta contra os manifestantes antirracismo, que por sua vez estavam a tentar impedir os apoiantes de Trump de entrar no centro da cidade, bloqueando as ruas. O presidente dos Estados Unidos reagiu este domingo aos confrontos sublinhando que a Guarda Nacional deveria atuar em Portland: “A Guarda Nacional está pronta, com vontade e capaz. A única coisa que o governador tem de fazer é telefonar”, escreveu Donald Trump na rede social Twitter.

As ruas da cidade têm sido palco de manifestações frequentes há cerca de três meses, desde a morte do cidadão afro-americano George Floyd, que foi assassinado pela polícia nesta cidade do estado de Oregon.

Facebook permite página de milícia
O Facebook cometeu um erro ao permitir a página de uma milícia, no início da semana passada, que apelou a civis armados para entrarem em Kenosha, no Wisconsin, Estados Unidos, durante protestos violentos, disse o CEO da empresa. “Foi em grande parte um erro operacional. Ninguém se apercebeu disso”, afirmou Mark Zuckerberg. A página da Kenosha Guard violou as políticas do Facebook e foi sinalizada por “muita gente”, afirmou.
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