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Hungria alivia algumas restrições no encerramento de fronteiras

País passam a permitir a entrada de cidadãos estrangeiros em certas situações.
Lusa 5 de Setembro de 2020 às 11:43
Avião
Avião FOTO: Direitos Reservados
A Hungria flexibilizou este sábado algumas das restrições no encerramento das fronteiras, em vigor desde terça-feira para travar a progressão da pandemia de covid-19, passando a permitir a entrada de cidadãos estrangeiros em diversas situações.

Segundo o decreto do Governo húngaro publicado na sexta-feira e que estipulou o alívio das restrições a partir da meia-noite de sábado, os artistas e técnicos estrangeiros que queiram entrar no país para participar em eventos culturais podem fazê-lo com dois testes negativos feitos em cinco dias e com pelo menos 48 horas de intervalo.

Já os cidadãos estrangeiros que pretendem assistir a eventos desportivos e culturais podem entrar na Hungria com o bilhete para o evento e um teste negativo feito em menos de três dias, mas sob a condição de, ao entrar no país, poderem ser submetidos a um novo teste.

No caso de viagens de negócios, os estrangeiros podem entrar no espaço húngaro sem limitações, desde que justifiquem com documentos o objetivo da sua viagem.

Paralelamente, aqueles que têm de atravessar as fronteiras para trabalhar são também uma exceção, desde que provenham de um raio máximo de 30 quilómetros e não permaneçam no país por mais de 24 horas.

Já as pessoas com um contrato de trabalho de mais de 30 dias e os cidadãos estrangeiros que estejam integrados em "grandes eventos desportivos, culturais e religiosos", comboios militares ou viagens diplomáticas e oficiais também podem entrar em solo húngaro.

Além dos testes efetuados na Hungria, as alterações agora aplicadas preveem também que as autoridades nacionais passem a aceitar testes à covid-19 efetuados no espaço Schengen, bem como dos Estados Unidos da América e do Canadá.

A Comissão Europeia insurgiu-se logo que foram anunciadas restrições da Hungria à circulação nas fronteiras, ao sair em defesa da integridade do espaço Schengen e contra a discriminação dos cidadãos da União Europeia, exigindo que as restrições fossem retiradas.

No entanto, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, refutou a censura de Bruxelas e avisou que, mais cedo ou mais tarde, todos os estados-membros irão fechar fronteiras para travar a pandemia.

As limitações à circulação pelas fronteiras da Hungria excluíam todos os cidadãos estrangeiros, à exceção de turistas provenientes do chamado Grupo de Visegrado -- Polónia, Eslováquia e República Checa -, que podiam entrar no país apenas com um teste negativo.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 869.718 mortos e infetou mais de 26,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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