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Correio da Manhã

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Índia envia dois milhões de doses da vacina de Oxford para o Brasil

Vacinas serão imediatamente enviadas para a Fiocruz, no Rio de Janeiro.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 22 de Janeiro de 2021 às 15:49
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Vacina FOTO: Vítor Mota
O Brasil deve receber ainda esta sexta-feira, 22 de Janeiro, dois milhões de doses da vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica Astrazeneca, ambos do Reino Unido, em colaboração com a Fundação Fiocruz, do Rio de Janeiro. Essas doses foram fabricadas no Instituto Serum, em Mumbai, na Índia, e vão reforçar o Plano Nacional de Imunização iniciado no Brasil no passado domingo em São Paulo e que enfrenta escassez de doses e uma enorme desorganização.

A preciosa carga, enviada num voo comercial, deve chegar ao Aeroporto Internacional de São Paulo pouco depois das 17 horas locais, 20 horas em Lisboa. Em seguida, as vacinas serão imediatamente enviadas para a Fiocruz, no Rio de Janeiro.

A fundação fluminense, um dos mais respeitados laboratórios de pesquisa do Brasil, montou uma mega estrutura técnica e humana para receber, testar e catalogar os dois milhões de doses ao longo de toda a madrugada de sexta para sábado. Dessa forma, ainda este sábado as vacinas poderão ser entregues ao Ministério da Saúde, para serem distribuídas pelos 27 estados brasileiros.

Até agora, o Brasil tinha apenas seis milhões de doses de uma outra vacina contra a Covid-19, a Coronavac, desenvolvida pelo laboratório Sinovac, da China, em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. Depois de o governador de São Paulo, João Doria, ter presidido domingo, 17 de Janeiro, à cerimónia de início da vacinação contra o Coronavírus no Brasil, enviou as vacinas para o Ministério da Saúde, que distribuiu esses seis milhões aos estados, de forma proporcional à população de cada um.

Com a chegada dos dois milhões de doses da vacina enviados pela Índia, o Plano Nacional de Imunização passa a contar com oito milhões de doses. Se no final desta sexta-feira, como se espera, a Anvisa, o regulador brasileiro, aprovar o uso de mais 4,8 milhões de doses da Coronavac fabricadas no Butantan, o Brasil terá ao todo 12,8 milhões de doses, infinitamente menos do que o necessário para imunizar os seus 210 milhões de habitantes, mas o suficiente para garantir a vacinação inicial dos primeiros grupos prioritários, como profissionais de saúde da linha de frente e indígenas.
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